CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Sobre o registro do eletrorretinograma, podemos afirmar:
ERG: Onda 'a' (negativa) = fotorreceptores; Onda 'b' (positiva) = células de Muller e bipolares.
O eletrorretinograma registra a resposta elétrica global da retina ao estímulo luminoso, onde a deflexão inicial negativa (onda a) reflete a hiperpolarização dos fotorreceptores e a deflexão positiva (onda b) reflete a atividade das camadas internas.
O eletrorretinograma (ERG) é um exame de eletrofisiologia ocular essencial para a avaliação funcional da retina. Ele capta o potencial de ação gerado por diferentes camadas retinianas em resposta a um flash de luz. A análise morfológica das ondas permite localizar o dano celular: a onda 'a' indica o estado dos fotorreceptores, enquanto a onda 'b' indica o processamento nas células bipolares e de Muller. Na prática clínica, o ERG é fundamental para o diagnóstico de doenças como a Retinose Pigmentar, a Amaurose Congênita de Leber e a Retinosquise Juvenil. Além disso, é utilizado para monitorar a toxicidade retiniana por drogas (como a cloroquina) e avaliar a viabilidade da retina em casos de opacidade de meios, como cataratas densas ou hemorragia vítrea, onde a fundoscopia é impossibilitada.
A onda 'a' é a primeira deflexão do eletrorretinograma (ERG) e possui polaridade negativa. Ela representa a resposta fisiológica inicial dos fotorreceptores (cones e bastonetes) ao estímulo luminoso, especificamente o processo de hiperpolarização dessas células. É um marcador crucial da integridade da camada mais externa da retina.
A onda 'b' é uma deflexão positiva que segue a onda 'a'. Ela tem maior amplitude e sua origem está relacionada à atividade das células bipolares e das células de Muller (células gliais da retina). Ela reflete a integridade das camadas médias e internas da retina, sendo frequentemente afetada em doenças isquêmicas oculares.
O ERG escotópico é realizado após adaptação ao escuro, avaliando predominantemente a função dos bastonetes. Já o ERG fotópico é realizado sob condições de claridade ou com estímulos de alta frequência (flicker), avaliando especificamente a função dos cones. Essa diferenciação é vital para diagnosticar distrofias retinianas específicas.
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