DRGE: Exame Essencial Antes da Cirurgia de Refluxo

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021

Enunciado

Homem de 42 anos refere ter doença do refluxo gastroesofágico há 10 anos. Realizou vários tratamentos com melhora e retorno dos sintomas após a suspensão. EDA realizada há 1 mês: esofagite erosiva leve (classificação grau A de Los Angeles e grau 1 de Savary-Miller). Paciente gostaria de ser submetido a tratamento cirúrgico na tentativa de evitar uso crônico de medicação.O exame a ser realizado para indicar e definir o tipo de cirurgia é

Alternativas

  1. A) pHmetria esofágica de 24 horas.
  2. B) impedanciometria esofágica.
  3. C) eletromanometria esofágica.
  4. D) repetição de EDA com biópsia da erosão.

Pérola Clínica

Avaliação pré-cirúrgica para DRGE → Eletromanometria esofágica para avaliar motilidade e contraindicações.

Resumo-Chave

Antes da cirurgia para DRGE, a eletromanometria esofágica é essencial para avaliar a motilidade do esôfago e identificar distúrbios como acalasia ou esôfago em quebra-nozes, que podem contraindicar ou modificar a técnica cirúrgica (ex: fundoplicatura).

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica comum, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e, em alguns casos, lesões na mucosa esofágica. Embora o tratamento clínico com inibidores da bomba de prótons (IBP) seja a primeira linha, pacientes com sintomas refratários, dependência crônica de medicação ou complicações podem ser candidatos à cirurgia, como a fundoplicatura. Antes de qualquer intervenção cirúrgica para DRGE, uma avaliação diagnóstica completa é indispensável para confirmar o refluxo patológico e, crucialmente, para avaliar a função motora do esôfago. A eletromanometria esofágica é o exame padrão-ouro para essa finalidade. Ela permite medir a pressão e a coordenação das contrações esofágicas e do esfíncter esofágico inferior (EEI). A importância da manometria reside na identificação de distúrbios de motilidade esofágica que podem contraindicar ou exigir uma modificação da técnica cirúrgica. Por exemplo, em pacientes com acalasia ou hipomotilidade grave, uma fundoplicatura total (como a de Nissen) pode levar a disfagia pós-operatória severa. Nesses casos, uma fundoplicatura parcial (Toupet ou Dor) pode ser mais apropriada. A pHmetria de 24 horas, embora importante para confirmar o refluxo, não fornece informações sobre a motilidade, que são essenciais para o planejamento cirúrgico.

Perguntas Frequentes

Por que a eletromanometria esofágica é crucial antes da cirurgia para DRGE?

A eletromanometria esofágica avalia a motilidade do esôfago, identificando distúrbios como acalasia ou hipomotilidade, que podem contraindicar ou exigir modificações na técnica cirúrgica da fundoplicatura, prevenindo complicações como disfagia pós-operatória.

Qual a diferença entre pHmetria e manometria esofágica?

A pHmetria esofágica de 24 horas mede a exposição do esôfago ao ácido, confirmando o refluxo patológico. A manometria esofágica avalia a função motora do esôfago e do esfíncter esofágico inferior, sendo essencial para o planejamento cirúrgico.

Quais condições esofágicas podem ser detectadas pela manometria e impactar a cirurgia de DRGE?

A manometria pode detectar acalasia, espasmo esofágico difuso, esôfago em quebra-nozes e hipomotilidade esofágica, condições que, se não identificadas, podem levar a falha da fundoplicatura ou disfagia grave.

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