HCAL - Hospital da Criança de Alagoas — Prova 2020
Além das dosagens bioquímicas, a eletroforese de lipoproteínas ainda é utilizada por alguns médicos na prática clínica. O item com erro é:
Preparo para perfil lipídico: dieta e peso estáveis por 2 semanas, não 2 meses; evitar álcool e exercício antes da coleta.
A eletroforese de lipoproteínas tem uso limitado hoje, sendo o perfil lipídico padrão mais relevante. O preparo para o perfil lipídico exige estabilidade de dieta e peso por 2 semanas, não 2 meses, e abstenção de álcool/exercício antes da coleta.
A avaliação das dislipidemias é fundamental na prevenção de doenças cardiovasculares. Tradicionalmente, o perfil lipídico (colesterol total, HDL-C, triglicerídeos e LDL-C calculado) é a ferramenta diagnóstica primária. A eletroforese de lipoproteínas, embora histórica, tem seu uso bastante restrito na prática clínica moderna, sendo superada por dosagens bioquímicas mais precisas e acessíveis. A fisiopatologia das dislipidemias envolve distúrbios no metabolismo de lipoproteínas, que podem ser primários (genéticos) ou secundários (estilo de vida, doenças). A eletroforese pode ser útil em casos raros de dislipidemias genéticas complexas, como a abetalipoproteinemia, onde há ausência de certas lipoproteínas, mas não é uma ferramenta de rotina para a maioria dos pacientes. O preparo para a coleta do perfil lipídico é crucial para a acurácia dos resultados. Recomenda-se que o paciente mantenha sua dieta habitual e peso estáveis por pelo menos duas semanas antes do exame. Além disso, a ingestão de álcool deve ser evitada nas 72 horas e a atividade física vigorosa nas 24 horas que antecedem a coleta, pois ambos podem influenciar temporariamente os níveis de triglicerídeos. O jejum de 9 a 12 horas é recomendado para triglicerídeos, mas para colesterol total e HDL-C, o jejum não é estritamente necessário em todas as diretrizes atuais.
O preparo adequado, incluindo estabilidade de dieta e peso por 2 semanas e abstenção de álcool e atividade física vigorosa, é crucial para garantir a fidedignidade dos resultados do perfil lipídico e evitar falsos diagnósticos ou condutas inadequadas.
A eletroforese de lipoproteínas é raramente utilizada hoje, sendo reservada para casos muito específicos e complexos de dislipidemias, como a suspeita de ausência de lipoproteínas (abetalipoproteinemia) ou para caracterização de disbetalipoproteinemia.
Variações significativas na dieta ou no peso corporal podem alterar temporariamente os níveis de lipídios, mascarando o perfil metabólico habitual do paciente. Duas semanas de estabilidade são geralmente suficientes para refletir a condição basal.
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