UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2018
Sobre o emprego da eletroconvulsoterapia (ECT), assinale a alternativa correta. A) Apresenta alto risco de complicações e morbidade, por isso seu uso é reservado apenas para quadros refratários. B) Doença de Parkinson, gravidez e doença hipertensiva são contraindicações à eletroconvulsoterapia. C) É uma intervenção ultrapassada e sua indicação é desencorajada na atualidade devido ao seu estigma. D) Pacientes com transtorno de personalidade antissocial e borderline têm benefício com essa técnica. E) Pode ser indicada em quadros de catatonia, depressão refratária e com risco iminente de suicídio.
ECT é padrão-ouro para catatonia, depressão grave/refratária e risco iminente de suicídio.
A ECT é uma técnica segura, realizada sob anestesia, indicada para casos graves onde a resposta rápida é necessária ou tratamentos farmacológicos falharam.
A eletroconvulsoterapia (ECT) moderna é um procedimento médico seguro, realizado em ambiente hospitalar sob anestesia geral e relaxamento muscular. O objetivo é induzir uma atividade convulsiva cerebral controlada, que resulta em mudanças profundas na neurotransmissão e neuroplasticidade. Apesar do estigma histórico, a ECT permanece como uma das ferramentas mais potentes da psiquiatria. Sua eficácia na catatonia é superior a qualquer outra intervenção, e em casos de depressão psicótica ou refratária, as taxas de remissão são significativamente maiores que as da farmacoterapia isolada. O conhecimento de suas indicações é essencial para qualquer médico que lide com emergências psiquiátricas ou pacientes com transtornos mentais graves.
As indicações principais incluem depressão maior grave (especialmente com psicose ou recusa alimentar), mania aguda grave, catatonia (independente da causa) e esquizofrenia refratária. É a intervenção mais eficaz quando há risco iminente de suicídio devido à sua rapidez de ação terapêutica.
Não existem contraindicações absolutas, mas sim condições que aumentam o risco do procedimento, como hipertensão intracraniana, infarto do miocárdio recente ou aneurismas instáveis. Gravidez e idosos não são contraindicações; a ECT é frequentemente mais segura que polifarmácia nessas populações.
O efeito colateral mais comum é a amnésia (retrógrada e anterógrada) transitória. A maioria dos pacientes recupera a função cognitiva semanas após o término das sessões. Outros efeitos menores incluem cefaleia, mialgia e náuseas imediatas ao procedimento, geralmente bem controladas com medicação sintomática.
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