FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Os aparelhos que utilizam algum tipo de energia são há muito tempo utilizados em cirurgia. O mais tradicional talvez seja o aparelho que utiliza energia de radiofrequência monopolar, conhecido como bisturi elétrico ou eletrônico. Esse sistema utiliza combinações de voltagem e corrente elétrica para o ajuste dos seus variados modos. Para o modo corte, assinale a alternativa CORRETA que apresenta qual seria o ajuste utilizado.
Bisturi elétrico modo corte → baixa voltagem e corrente alta (onda contínua) para vaporização precisa do tecido.
No modo corte do bisturi elétrico, utiliza-se uma corrente de alta frequência contínua e baixa voltagem. Isso gera um arco elétrico que vaporiza rapidamente as células, resultando em um corte limpo com mínima coagulação lateral.
O bisturi elétrico, ou eletrocautério, é uma ferramenta fundamental na cirurgia moderna, utilizando energia de radiofrequência para cortar, coagular, dissecar ou fulgurar tecidos. Existem dois tipos principais: monopolar e bipolar. O sistema monopolar, mais tradicional, requer uma placa de aterramento para fechar o circuito elétrico através do paciente. A importância clínica reside na sua capacidade de proporcionar hemostasia e corte preciso, otimizando o tempo cirúrgico e reduzindo o sangramento. A fisiopatologia da ação do bisturi elétrico baseia-se na conversão de energia elétrica em energia térmica nos tecidos. Para o modo corte, uma corrente de alta frequência contínua e baixa voltagem é aplicada. Isso gera uma concentração de energia que vaporiza rapidamente as células, resultando em um corte limpo e preciso. Já para a coagulação, utiliza-se uma corrente de alta voltagem e baixa corrente, mas intermitente, que desidrata as células e promove a hemostasia. O tratamento cirúrgico com bisturi elétrico exige conhecimento dos seus princípios para uso seguro e eficaz. O prognóstico da cirurgia pode ser influenciado pela técnica de eletrocirurgia, minimizando danos térmicos colaterais. Pontos de atenção incluem a correta aplicação da placa dispersiva para evitar queimaduras, a escolha adequada dos modos e potências, e a atenção à segurança do paciente e da equipe cirúrgica.
O modo corte utiliza baixa voltagem e alta corrente contínua para vaporizar o tecido, criando um corte limpo. O modo coagulação usa alta voltagem e baixa corrente intermitente para desidratar e coagular o tecido, promovendo hemostasia.
Na eletrocirurgia monopolar, a corrente elétrica flui do eletrodo ativo (bisturi) através do paciente e retorna ao gerador por uma placa de aterramento (placa dispersiva) colocada em uma área distante do corpo.
Os riscos incluem queimaduras no local do eletrodo ativo ou da placa dispersiva, interferência com dispositivos eletrônicos implantáveis (como marca-passos), e inalação de fumaça cirúrgica com partículas potencialmente nocivas.
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