CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022
O exame complementar denominado de elastografia hepática, apresenta contra indicação para pessoas que apresentem comorbidades, descritas adequadamente no item:
Elastografia hepática contraindicada em alterações do parênquima OU função hepática (ex: esquistossomose, leishmaniose).
A elastografia hepática, embora útil para avaliar fibrose, tem contraindicações importantes, especialmente em condições que alteram o parênquima ou a função hepática, como doenças infecciosas que afetam o fígado, pois podem falsear os resultados ou tornar o exame inviável.
A elastografia hepática é um método não invasivo utilizado para avaliar a rigidez do fígado, que se correlaciona com o grau de fibrose e cirrose. É uma ferramenta valiosa no diagnóstico e acompanhamento de diversas doenças hepáticas crônicas, como hepatites virais, esteatose hepática não alcoólica e colangite biliar primária, reduzindo a necessidade de biópsias hepáticas. O princípio da elastografia baseia-se na medição da velocidade de propagação de ondas de cisalhamento através do tecido hepático; quanto mais rígido o tecido (maior fibrose), mais rápida a propagação. O exame é rápido e bem tolerado. No entanto, sua acurácia pode ser comprometida por fatores que aumentam transitoriamente a rigidez hepática, como inflamação aguda, colestase, congestão hepática ou refeições recentes. Existem contraindicações e limitações importantes para a elastografia hepática. Condições que alteram o parênquima ou a função hepática, como a esquistossomose e a leishmaniose visceral (que podem causar hepatomegalia inflamatória e fibrose), podem falsear os resultados ou tornar o exame inviável. Outras contraindicações relativas incluem ascite significativa, obesidade extrema e espaços intercostais estreitos, que dificultam a obtenção de medições confiáveis. É fundamental considerar o contexto clínico para uma interpretação adequada.
As contraindicações incluem alterações do parênquima ou da função hepática (como em esquistossomose ou leishmaniose), ascite significativa, obesidade extrema, espaços intercostais estreitos e inflamação hepática aguda.
A esquistossomose pode causar alterações significativas no parênquima hepático e na função, como fibrose periportal e hepatomegalia inflamatória, levando a resultados imprecisos ou não interpretáveis na elastografia, que avalia a rigidez do fígado.
Não, embora seja uma ferramenta valiosa para avaliar fibrose, sua utilidade é limitada em certas condições, como inflamação aguda, colestase obstrutiva ou presença de tumores, que podem falsear a rigidez e exigir métodos diagnósticos complementares.
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