Elastografia Hepática: Contraindicações e Limitações

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022

Enunciado

O exame complementar denominado de elastografia hepática, apresenta contra indicação para pessoas que apresentem comorbidades, descritas adequadamente no item:

Alternativas

  1. A) Com alterações do parênquima e não função hepática, como a esquistossomose ou a leishmaniose.
  2. B) Com alterações do parênquima ou da função hepática, como a esquistossomose ou a leishmaniose.
  3. C) Com alterações do parênquima ou da função hepática, como a esquistossomose, mas não leishmaniose.
  4. D) Com alterações da função hepática apenas, como a esquistossomose ou a leishmaniose.

Pérola Clínica

Elastografia hepática contraindicada em alterações do parênquima OU função hepática (ex: esquistossomose, leishmaniose).

Resumo-Chave

A elastografia hepática, embora útil para avaliar fibrose, tem contraindicações importantes, especialmente em condições que alteram o parênquima ou a função hepática, como doenças infecciosas que afetam o fígado, pois podem falsear os resultados ou tornar o exame inviável.

Contexto Educacional

A elastografia hepática é um método não invasivo utilizado para avaliar a rigidez do fígado, que se correlaciona com o grau de fibrose e cirrose. É uma ferramenta valiosa no diagnóstico e acompanhamento de diversas doenças hepáticas crônicas, como hepatites virais, esteatose hepática não alcoólica e colangite biliar primária, reduzindo a necessidade de biópsias hepáticas. O princípio da elastografia baseia-se na medição da velocidade de propagação de ondas de cisalhamento através do tecido hepático; quanto mais rígido o tecido (maior fibrose), mais rápida a propagação. O exame é rápido e bem tolerado. No entanto, sua acurácia pode ser comprometida por fatores que aumentam transitoriamente a rigidez hepática, como inflamação aguda, colestase, congestão hepática ou refeições recentes. Existem contraindicações e limitações importantes para a elastografia hepática. Condições que alteram o parênquima ou a função hepática, como a esquistossomose e a leishmaniose visceral (que podem causar hepatomegalia inflamatória e fibrose), podem falsear os resultados ou tornar o exame inviável. Outras contraindicações relativas incluem ascite significativa, obesidade extrema e espaços intercostais estreitos, que dificultam a obtenção de medições confiáveis. É fundamental considerar o contexto clínico para uma interpretação adequada.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações da elastografia hepática?

As contraindicações incluem alterações do parênquima ou da função hepática (como em esquistossomose ou leishmaniose), ascite significativa, obesidade extrema, espaços intercostais estreitos e inflamação hepática aguda.

Por que a esquistossomose pode ser uma contraindicação para a elastografia hepática?

A esquistossomose pode causar alterações significativas no parênquima hepático e na função, como fibrose periportal e hepatomegalia inflamatória, levando a resultados imprecisos ou não interpretáveis na elastografia, que avalia a rigidez do fígado.

A elastografia hepática é útil para todos os pacientes com doença hepática?

Não, embora seja uma ferramenta valiosa para avaliar fibrose, sua utilidade é limitada em certas condições, como inflamação aguda, colestase obstrutiva ou presença de tumores, que podem falsear a rigidez e exigir métodos diagnósticos complementares.

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