Elastografia Hepática: Avaliação Não Invasiva da Fibrose

Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Elastografia hepática é realizado por meio de diferentes metodologias, esse procedimento não invasivo permite a estratificação dos graus de fibrose, sendo correto que:

Alternativas

  1. A) Uma de suas principais vantagens é a avaliação de uma área menor do que a avaliada por fragmento de biópsia hepática. Outra vantagem - mediante adequado treinamento do operador - é a obtenção de resultados que reproduzem a real situação do parênquima.
  2. B) Uma de suas principais vantagens é a avaliação de uma área maior do que a avaliada por fragmento de biópsia hepática. Outra vantagem - mediante o adequado treinamento do operador - é a obtenção de resultados que reproduzem a real situação da capsula apenas.
  3. C) Uma de suas principais desvantagens é a avaliação de uma área maior do que a avaliada por fragmento de biópsia hepática. Outra vantagem - mediante o adequado treinamento do operador - é a obtenção de resultados que reproduzem a real situação do parênquima.
  4. D) Uma de suas principais vantagens é a avaliação de uma área maior do que a avaliada por fragmento de biópsia hepática. Outra vantagem - mediante o adequado treinamento do operador - é a obtenção de resultados que reproduzem a real situação do parênquima.

Pérola Clínica

Elastografia hepática → método não invasivo para avaliar fibrose, cobrindo área > biópsia.

Resumo-Chave

A elastografia hepática é uma técnica não invasiva que mede a rigidez do fígado, correlacionando-a com o grau de fibrose. Sua vantagem principal é avaliar uma área maior do parênquima hepático em comparação com a biópsia, oferecendo uma visão mais representativa.

Contexto Educacional

A elastografia hepática representa um avanço significativo na avaliação não invasiva da fibrose hepática, uma complicação comum de diversas doenças crônicas do fígado, como hepatites virais, doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) e doenças autoimunes. Sua importância clínica reside na capacidade de estratificar o grau de fibrose, monitorar a progressão da doença e avaliar a resposta ao tratamento, reduzindo a necessidade de biópsias hepáticas, que são procedimentos invasivos e com riscos. A fisiopatologia da fibrose hepática envolve a deposição excessiva de matriz extracelular no fígado, levando à rigidez do tecido. A elastografia mede essa rigidez, que se correlaciona diretamente com o grau de fibrose. Existem diferentes metodologias, como a elastografia transitória (FibroScan), elastografia por ultrassom (ARFI, 2D-SWE) e elastografia por ressonância magnética (MRE). O diagnóstico por elastografia é baseado em valores de corte que indicam diferentes estágios de fibrose (F0 a F4). A suspeita de fibrose hepática surge em pacientes com doenças hepáticas crônicas, elevação persistente de enzimas hepáticas ou achados de imagem sugestivos. O tratamento da fibrose hepática é direcionado à causa subjacente da doença hepática. A elastografia auxilia no prognóstico, pois a regressão da fibrose pode ser monitorada ao longo do tempo. É crucial que o operador tenha treinamento adequado para a realização e interpretação do exame, minimizando fatores que podem influenciar os resultados. Para o residente, compreender as indicações, limitações e a interpretação dos resultados da elastografia é fundamental para o manejo moderno das hepatopatias crônicas.

Perguntas Frequentes

O que é elastografia hepática e para que serve?

A elastografia hepática é um exame não invasivo que mede a rigidez do fígado, utilizando ondas de ultrassom ou ressonância magnética. É utilizada principalmente para avaliar e estratificar o grau de fibrose hepática em diversas doenças crônicas do fígado.

Quais as vantagens da elastografia em relação à biópsia hepática?

As principais vantagens incluem ser um método não invasivo, sem riscos associados à biópsia (sangramento, dor), e a capacidade de avaliar uma área maior do parênquima hepático, o que pode fornecer uma amostra mais representativa da fibrose.

Quais fatores podem influenciar os resultados da elastografia hepática?

Fatores como inflamação hepática aguda, congestão hepática, obesidade, ascite e ingestão recente de alimentos podem levar a resultados falso-positivos ou superestimar a rigidez hepática.

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