HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Elastografia hepática é realizado por meio de diferentes metodologias, esse procedimento não invasivo permite a estratificação dos graus de fibrose, sendo correto que:
Elastografia hepática avalia uma área do parênquima ~100x maior que a biópsia, oferecendo uma amostra mais representativa da fibrose.
A elastografia mede a velocidade de uma onda mecânica através do fígado; um parênquima mais rígido (fibrótico) transmite a onda mais rapidamente. Isso permite uma avaliação não invasiva e mais ampla da fibrose global, superando o erro amostral da biópsia.
A elastografia hepática é um método de imagem não invasivo que revolucionou a avaliação da fibrose hepática, o processo de cicatrização patológica que leva à cirrose. Tradicionalmente, a biópsia hepática era o padrão-ouro, mas é um procedimento invasivo, caro e sujeito a erros de amostragem, pois avalia uma porção minúscula do fígado (cerca de 1/50.000). A principal vantagem da elastografia, como a elastografia transitória (FibroScan®), é sua capacidade de avaliar um volume de parênquima hepático aproximadamente 100 vezes maior que o de um fragmento de biópsia. Isso proporciona uma avaliação muito mais representativa da rigidez hepática global, refletindo o grau real de fibrose. O procedimento é rápido, indolor e reprodutível, permitindo o monitoramento seriado da progressão da doença e da resposta ao tratamento. O resultado é expresso em quiloPascais (kPa), com valores mais altos indicando maior rigidez e, consequentemente, fibrose mais avançada. Apesar de suas vantagens, a técnica tem limitações, como em pacientes com ascite, obesidade mórbida ou espaços intercostais estreitos. Além disso, condições que aumentam a pressão intra-hepática, como inflamação aguda ou congestão, podem superestimar a fibrose. Portanto, a interpretação dos resultados deve sempre ser feita no contexto clínico do paciente.
É indicada para estadiar e monitorar a fibrose em doenças hepáticas crônicas, como hepatites virais (B e C), doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) e doença hepática alcoólica, ajudando a identificar pacientes com doença avançada.
Inflamação hepática aguda (transaminases elevadas), congestão por insuficiência cardíaca, colestase obstrutiva e alimentação recente podem aumentar a rigidez hepática, levando a um resultado falso-positivo para fibrose avançada.
Não completamente. Embora seja excelente para estadiar a fibrose, a biópsia ainda é padrão-ouro para determinar a etiologia de doenças hepáticas desconhecidas, avaliar a atividade inflamatória e em casos de resultados discordantes ou inconclusivos da elastografia.
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