UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2018
Homem, 45a, é atendido na Atenção Básica com queixa de lesões em pele nas mãos. Refere trabalhar em indústria metalúrgica, na função de auxiliar de manutenção, há 3 anos. Perguntado sobre contato com substâncias químicas, refere ter contato com óleo de corte e lubrificantes. Exame físico: pápulas eritematosas perifoliculares com comedão central no dorso de mãos e antebraços. O diagnóstico é:
Elaioconiose papular = pápulas perifoliculares com comedão central em áreas de contato com óleos industriais.
A elaioconiose papular é uma dermatose ocupacional comum em trabalhadores expostos a óleos minerais, como os de corte e lubrificantes. A apresentação típica inclui pápulas eritematosas com comedão central, resultantes da obstrução folicular e inflamação, principalmente em áreas de contato direto como mãos e antebraços.
A elaioconiose papular é uma dermatose ocupacional caracterizada por lesões cutâneas que surgem devido à exposição prolongada a óleos minerais e outros produtos oleosos. É frequentemente observada em trabalhadores de indústrias metalúrgicas, mecânicas e automotivas, onde o contato com óleos de corte, lubrificantes e graxas é comum. A condição é uma forma de acne ocupacional, resultando da obstrução dos folículos pilosos pelos óleos. Clinicamente, a elaioconiose papular manifesta-se como pápulas eritematosas, muitas vezes com um comedão central, localizadas principalmente nas áreas de contato direto com os óleos, como dorso das mãos, antebraços, coxas e abdome. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado no histórico ocupacional detalhado e no exame físico das lesões características. A fisiopatologia envolve a irritação e obstrução dos folículos pilosos pelos óleos, levando à formação de comedões e inflamação. O tratamento e a prevenção são focados na redução da exposição ao agente agressor. Isso inclui o uso rigoroso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas e roupas de proteção, higiene da pele adequada e, em alguns casos, a mudança de função ou ambiente de trabalho. O tratamento das lesões pode envolver queratolíticos tópicos e, se houver infecção secundária, antibióticos. O prognóstico é geralmente bom com a remoção da exposição.
Os principais fatores de risco são a exposição ocupacional prolongada a óleos minerais, como óleos de corte, lubrificantes e graxas, comuns em indústrias metalúrgicas, mecânicas e automotivas.
O diagnóstico diferencial inclui outras formas de foliculite (bacteriana, fúngica), acne vulgar, dermatite de contato irritativa ou alérgica. O histórico ocupacional e a morfologia das lesões (pápulas perifoliculares com comedão) são cruciais.
A conduta inicial envolve a remoção ou redução da exposição ao agente causador, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), higiene da pele adequada e tratamento sintomático das lesões com queratolíticos e, se necessário, antibióticos tópicos ou sistêmicos para infecções secundárias.
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