SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2023
Hermínia, 15 anos, apresenta-se no seu centro de saúde com queixa de perda de cabelo intensa, desde que teve diagnóstico de COVID-19, um mês atrás. Relata preocupação porque já tinha pouco volume de cabelo antes da condição, mas é a primeira vez que percebe aumento importante na queda do cabelo. Durante o exame físico, você percebe rarefação difusa dos fios no couro cabeludo, e o teste de tração é positivo. Qual a melhor opção neste cenário?
Eflúvio telógeno pós-COVID-19 é comum, mas sempre investigar outras causas precipitantes.
O eflúvio telógeno é uma condição comum de queda de cabelo difusa, frequentemente desencadeada por eventos estressantes sistêmicos como infecções (COVID-19), estresse emocional, dietas restritivas ou uso de certos medicamentos. É crucial uma investigação completa para identificar e manejar todos os fatores contribuintes.
O eflúvio telógeno é uma das causas mais comuns de queda de cabelo difusa, caracterizada por uma alteração no ciclo de crescimento capilar, onde uma proporção maior de folículos entra prematuramente na fase telógena (repouso e queda). É uma condição reacional, desencadeada por um evento estressor sistêmico, que pode ser físico ou psicológico. A prevalência é alta, afetando pessoas de todas as idades. A fisiopatologia envolve a interrupção da fase anágena (crescimento) de muitos folículos, que passam para a fase telógena. A queda de cabelo geralmente se torna perceptível 2 a 4 meses após o evento desencadeante. O diagnóstico é clínico, baseado na história de um evento estressor recente, queda de cabelo difusa e teste de tração positivo (mais de 3-5 fios por tração). A COVID-19 tem sido amplamente reconhecida como um gatilho para eflúvio telógeno devido ao estresse fisiológico e inflamatório que a infecção provoca. O tratamento do eflúvio telógeno foca na identificação e manejo da causa subjacente. É fundamental investigar outras possíveis causas como deficiências nutricionais (ferro, zinco, vitaminas), disfunções tireoidianas, uso de medicamentos, estresse emocional e dietas restritivas. A condição é geralmente autolimitada, com recuperação completa em 6 a 12 meses, uma vez que o fator desencadeante é resolvido. Suplementos vitamínicos podem ser úteis se houver deficiências comprovadas, mas não há tratamento específico para acelerar o crescimento capilar.
Eflúvio telógeno é uma condição em que um grande número de folículos capilares entra prematuramente na fase telógena (repouso), resultando em queda de cabelo difusa e aumentada. Manifesta-se como perda de cabelo generalizada, com teste de tração positivo.
As causas comuns incluem estresse físico ou emocional (cirurgias, infecções como COVID-19, febre alta), alterações hormonais (pós-parto, disfunção tireoidiana), deficiências nutricionais (ferro, zinco), perda de peso rápida e uso de certos medicamentos.
A infecção por COVID-19 é um estressor sistêmico que pode desencadear o eflúvio telógeno devido à resposta inflamatória, febre e estresse fisiológico. A queda de cabelo geralmente começa 2-3 meses após o evento agudo e pode durar vários meses.
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