UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2017
Uma investigação foi realizada para verificar a eficácia de uma nova vacina contra a hepatite B. Foram selecionados 2.000 adultos, que concordaram em participar da pesquisa. Eles foram aleatorizados para constituir o grupo experimental e o grupo- controle, cada um com 1.000 indivíduos. Ao final da investigação, foram confirmados 10 casos de hepatite B no grupo experimental e 50 no de controle. Qual é a eficácia dessa nova vacina?
Eficácia vacinal = (Incidência no controle - Incidência no vacinado) / Incidência no controle.
A eficácia vacinal é calculada comparando a incidência da doença no grupo não vacinado (controle) com a incidência no grupo vacinado (experimental). A fórmula é (Risco no não vacinado - Risco no vacinado) / Risco no não vacinado, expressa em porcentagem, indicando a proporção de casos que a vacina preveniu.
A avaliação da eficácia de uma vacina é um pilar fundamental da epidemiologia e da saúde pública, essencial para a tomada de decisões sobre a introdução e o uso de novas imunizações. O cálculo da eficácia vacinal é geralmente realizado em ensaios clínicos randomizados e controlados, onde grupos de indivíduos são aleatoriamente designados para receber a vacina experimental ou um placebo (grupo controle). A incidência da doença é então comparada entre esses grupos. A fórmula para calcular a eficácia vacinal é: Eficácia = [(Incidência no grupo controle - Incidência no grupo vacinado) / Incidência no grupo controle] x 100%. Esta medida indica a redução percentual na incidência da doença entre os vacinados em comparação com os não vacinados. No exemplo dado, a incidência no grupo controle é de 50/1000 = 0,05 (5%) e no grupo experimental é de 10/1000 = 0,01 (1%). Assim, a eficácia é [(0,05 - 0,01) / 0,05] x 100% = [0,04 / 0,05] x 100% = 0,8 x 100% = 80%. Compreender o cálculo da eficácia é vital para residentes, pois permite interpretar criticamente os resultados de estudos e entender o impacto potencial de uma vacina na prevenção de doenças. É importante não confundir eficácia (condições ideais) com efetividade (condições reais), embora ambos sejam indicadores importantes. A alta eficácia de uma vacina, como a da hepatite B, é crucial para a redução da morbidade e mortalidade associadas à doença, contribuindo significativamente para a saúde coletiva.
A eficácia vacinal é calculada pela fórmula: (Incidência no grupo controle - Incidência no grupo vacinado) / Incidência no grupo controle, multiplicando por 100 para obter a porcentagem.
Eficácia refere-se ao desempenho da vacina em condições ideais e controladas de um ensaio clínico, enquanto efetividade avalia o desempenho da vacina em condições reais de uso na população.
Ensaios clínicos randomizados são cruciais para minimizar vieses e garantir que as diferenças observadas entre os grupos vacinado e controle sejam realmente atribuíveis à vacina, fornecendo a evidência mais robusta sobre sua eficácia e segurança.
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