HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
A prevalência estimada de hipertensão no Brasil atualmente é de 35% da população acima de 40 anos. Isso representa em números absolutos um total de 17 milhões de portadores da doença, segundo estimativa de 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Cerca de 75% dessas pessoas recorrem ao Sistema Único de Saúde (SUS) para receber atendimento na Atenção Básica. Assinale a alternativa CORRETA:
Efetividade = benefício em condições reais + custo.
A efetividade de um tratamento avalia o benefício em condições usuais de prática clínica, mas também deve considerar os recursos (custo) envolvidos. Diferente da eficácia, que foca apenas no benefício em condições ideais, a efetividade é mais abrangente e relevante para a saúde pública.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica de alta prevalência global e no Brasil, representando um grave problema de saúde pública devido às suas complicações cardiovasculares e renais. A gestão da HAS no Sistema Único de Saúde (SUS) envolve a atenção básica como porta de entrada e pilar fundamental para o controle da doença. No contexto da saúde pública, é essencial diferenciar e aplicar os conceitos de eficácia e efetividade. A eficácia avalia o potencial máximo de um tratamento em condições ideais, enquanto a efetividade mede o desempenho do tratamento no mundo real, considerando fatores como adesão do paciente, acesso aos serviços e, crucialmente, o custo. A avaliação da efetividade de um tratamento para HAS deve, portanto, considerar não apenas a redução da pressão arterial e a prevenção de eventos, mas também a sustentabilidade econômica. Estratégias custo-efetivas são fundamentais para garantir que os recursos limitados da saúde pública sejam utilizados de forma otimizada, maximizando o benefício para a maior parte da população.
Eficácia refere-se à capacidade de uma intervenção produzir um resultado benéfico em condições ideais e controladas (ex: ensaios clínicos). Efetividade, por sua vez, avalia o resultado benéfico da intervenção em condições reais de prática clínica, considerando fatores como adesão, acesso e custo.
O custo é crucial para a efetividade porque, em sistemas de saúde com recursos limitados como o SUS, a viabilidade e sustentabilidade de um tratamento em larga escala dependem de sua relação custo-benefício. Um tratamento eficaz, mas proibitivamente caro, pode não ser efetivo na prática.
A alta prevalência da hipertensão arterial sistêmica no Brasil exige políticas de saúde pública robustas focadas em prevenção, rastreamento e tratamento acessível. A magnitude do problema demanda estratégias custo-efetivas para gerenciar a doença e suas complicações em grande escala.
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