SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
A interação medicamentosa entre metoclopramida e prometazina aumenta o risco de
Metoclopramida + Prometazina = ↑ risco de efeitos extrapiramidais graves.
Tanto a metoclopramida quanto a prometazina possuem ação antidopaminérgica. A metoclopramida é um antagonista D2, e a prometazina, um anti-histamínico de primeira geração, também tem propriedades antidopaminérgicas. A coadministração potencializa o bloqueio dos receptores de dopamina no sistema nervoso central, aumentando significativamente o risco de efeitos extrapiramidais, como distonia, acatisia e parkinsonismo.
A interação medicamentosa entre metoclopramida e prometazina é um ponto crítico na farmacologia clínica, especialmente para residentes que frequentemente prescrevem antieméticos e anti-histamínicos. Ambos os fármacos são amplamente utilizados, mas sua combinação pode levar a reações adversas graves, principalmente os efeitos extrapiramidais. O conhecimento dessa interação é essencial para a segurança do paciente e a prática médica responsável. A metoclopramida é um pró-cinético e antiemético que age como antagonista dos receptores D2 de dopamina. A prometazina, um anti-histamínico de primeira geração, também possui propriedades antidopaminérgicas significativas. Quando administrados concomitantemente, o bloqueio dopaminérgico é potencializado, resultando em um desequilíbrio entre dopamina e acetilcolina nos gânglios da base, o que se manifesta clinicamente como efeitos extrapiramidais. Estes podem variar de distonias agudas e acatisia a parkinsonismo induzido por drogas. A prevenção desses efeitos adversos é fundamental e envolve a revisão cuidadosa do histórico medicamentoso do paciente antes da prescrição. Em caso de necessidade de antieméticos ou sedativos, deve-se considerar alternativas que não potencializem o bloqueio dopaminérgico ou usar um dos medicamentos com cautela, monitorando de perto o paciente. O tratamento dos efeitos extrapiramidais geralmente envolve a descontinuação do agente causador e, em casos graves, o uso de anticolinérgicos como a biperideno.
Os efeitos extrapiramidais incluem distonia aguda (contrações musculares sustentadas), acatisia (inquietação motora), parkinsonismo (rigidez, bradicinesia, tremor) e discinesia tardia (movimentos involuntários repetitivos, geralmente orofaciais).
Ambos os medicamentos atuam bloqueando os receptores de dopamina no cérebro. A metoclopramida é um antagonista D2 e a prometazina, embora primariamente um anti-histamínico, também possui atividade antidopaminérgica. A administração conjunta potencializa esse bloqueio, levando a um desequilíbrio dopamina-acetilcolina e ao surgimento dos efeitos extrapiramidais.
Pacientes idosos, crianças, mulheres, e aqueles com condições neurológicas pré-existentes (como doença de Parkinson) ou que já utilizam outros medicamentos com ação antidopaminérgica (como antipsicóticos) estão em maior risco.
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