Metoclopramida e Prometazina: Risco de Efeitos Extrapiramidais

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

A interação medicamentosa entre metoclopramida e prometazina aumenta o risco de

Alternativas

  1. A) efeitos extrapiramidais.
  2. B) bloqueio neuromuscular.
  3. C) lesão renal aguda.
  4. D) sangramento intestinal, úlceras pépticas.
  5. E) formação de precipitado de cálcio.

Pérola Clínica

Metoclopramida + Prometazina = ↑ risco de efeitos extrapiramidais graves.

Resumo-Chave

Tanto a metoclopramida quanto a prometazina possuem ação antidopaminérgica. A metoclopramida é um antagonista D2, e a prometazina, um anti-histamínico de primeira geração, também tem propriedades antidopaminérgicas. A coadministração potencializa o bloqueio dos receptores de dopamina no sistema nervoso central, aumentando significativamente o risco de efeitos extrapiramidais, como distonia, acatisia e parkinsonismo.

Contexto Educacional

A interação medicamentosa entre metoclopramida e prometazina é um ponto crítico na farmacologia clínica, especialmente para residentes que frequentemente prescrevem antieméticos e anti-histamínicos. Ambos os fármacos são amplamente utilizados, mas sua combinação pode levar a reações adversas graves, principalmente os efeitos extrapiramidais. O conhecimento dessa interação é essencial para a segurança do paciente e a prática médica responsável. A metoclopramida é um pró-cinético e antiemético que age como antagonista dos receptores D2 de dopamina. A prometazina, um anti-histamínico de primeira geração, também possui propriedades antidopaminérgicas significativas. Quando administrados concomitantemente, o bloqueio dopaminérgico é potencializado, resultando em um desequilíbrio entre dopamina e acetilcolina nos gânglios da base, o que se manifesta clinicamente como efeitos extrapiramidais. Estes podem variar de distonias agudas e acatisia a parkinsonismo induzido por drogas. A prevenção desses efeitos adversos é fundamental e envolve a revisão cuidadosa do histórico medicamentoso do paciente antes da prescrição. Em caso de necessidade de antieméticos ou sedativos, deve-se considerar alternativas que não potencializem o bloqueio dopaminérgico ou usar um dos medicamentos com cautela, monitorando de perto o paciente. O tratamento dos efeitos extrapiramidais geralmente envolve a descontinuação do agente causador e, em casos graves, o uso de anticolinérgicos como a biperideno.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de efeitos extrapiramidais?

Os efeitos extrapiramidais incluem distonia aguda (contrações musculares sustentadas), acatisia (inquietação motora), parkinsonismo (rigidez, bradicinesia, tremor) e discinesia tardia (movimentos involuntários repetitivos, geralmente orofaciais).

Por que a combinação de metoclopramida e prometazina aumenta o risco de efeitos extrapiramidais?

Ambos os medicamentos atuam bloqueando os receptores de dopamina no cérebro. A metoclopramida é um antagonista D2 e a prometazina, embora primariamente um anti-histamínico, também possui atividade antidopaminérgica. A administração conjunta potencializa esse bloqueio, levando a um desequilíbrio dopamina-acetilcolina e ao surgimento dos efeitos extrapiramidais.

Quais pacientes estão em maior risco de desenvolver efeitos extrapiramidais?

Pacientes idosos, crianças, mulheres, e aqueles com condições neurológicas pré-existentes (como doença de Parkinson) ou que já utilizam outros medicamentos com ação antidopaminérgica (como antipsicóticos) estão em maior risco.

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