CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015
NÃO é efeito do estrogênio:
Elevação da temperatura basal (>0,5°C) é efeito da progesterona, não do estrogênio.
O estrogênio é responsável por diversos efeitos no corpo feminino, como proliferação endometrial e alterações no muco cervical. No entanto, a elevação da temperatura corporal basal (>0,5°C) é um marcador da ovulação e da fase lútea, sendo um efeito da progesterona, não do estrogênio.
Os hormônios sexuais femininos, estrogênio e progesterona, desempenham papéis cruciais na regulação do ciclo menstrual e na manutenção da saúde reprodutiva. Compreender seus efeitos é fundamental para o diagnóstico e tratamento de diversas condições ginecológicas e para a interpretação de sinais fisiológicos. O estrogênio é o hormônio predominante na fase folicular do ciclo. Seus efeitos incluem a proliferação do endométrio, preparando o útero para uma possível implantação, e a indução de alterações no muco cervical, tornando-o mais fluido, filante e com o característico "efeito samambaia" (ferning) quando seco, facilitando a passagem dos espermatozoides. Ele também promove a predominância de células superficiais no epitélio vaginal. O sangramento vaginal após a administração de progesterona (teste de progesterona) indica que o endométrio foi previamente estimulado pelo estrogênio. Por outro lado, a elevação da temperatura corporal basal (geralmente superior a 0,5°C) é um efeito termogênico da progesterona, que ocorre após a ovulação e persiste durante a fase lútea. Este é um marcador importante para identificar a ocorrência da ovulação. Portanto, a alternativa que afirma que a elevação da temperatura corporal basal é um efeito do estrogênio está incorreta, sendo este um erro conceitual comum.
A progesterona é o hormônio responsável pela elevação da temperatura corporal basal em cerca de 0,5°C a 1,0°C após a ovulação, mantendo-se elevada durante a fase lútea.
O estrogênio promove a proliferação das células superficiais do epitélio vaginal, tornando-o mais espesso e resistente. No endométrio, ele estimula a proliferação celular, preparando o útero para uma possível gravidez.
O "efeito samambaia" (ferning) é a cristalização do muco cervical em um padrão semelhante a folhas de samambaia quando seco, devido à alta concentração de estrogênio e sais. Indica o período fértil, com muco mais fluido e filante.
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