SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Todas as alternativas abaixo são efeitos colaterais do uso prolongado de amiodarona por via oral, EXCETO
Amiodarona oral: múltiplos efeitos colaterais crônicos, mas hipotensão é aguda IV, não crônica oral.
A amiodarona é um antiarrítmico eficaz, mas seu uso prolongado está associado a uma gama de efeitos adversos sistêmicos devido à sua longa meia-vida e distribuição tecidual. A hipotensão é um efeito agudo da administração intravenosa, não um efeito colateral crônico da via oral.
A amiodarona é um antiarrítmico classe III amplamente utilizado no tratamento de arritmias ventriculares e supraventriculares, incluindo fibrilação atrial. Sua eficácia é inegável, mas seu perfil de segurança é complexo devido à sua farmacocinética peculiar, incluindo uma meia-vida longa e acúmulo em diversos tecidos. O conhecimento de seus efeitos colaterais é fundamental para a prática clínica e para provas de residência, dada a sua prevalência no tratamento de pacientes cardiológicos. Entre os efeitos colaterais do uso prolongado de amiodarona por via oral, destacam-se a pneumonite intersticial (potencialmente fatal), disfunções tireoidianas (hipo ou hipertireoidismo), toxicidade hepática, depósitos corneanos, neuropatia óptica e neuropatia periférica. O prolongamento do intervalo QT é um efeito farmacológico esperado, mas que pode levar a arritmias pró-arrítmicas, como a Torsades de Pointes. A hipotensão, por outro lado, é um efeito adverso agudo da administração intravenosa rápida, não sendo um efeito crônico da via oral. O monitoramento regular de pacientes em uso de amiodarona é crucial e deve incluir testes de função hepática e tireoidiana, radiografia de tórax e avaliação oftalmológica. A identificação precoce de efeitos adversos permite a intervenção e, se necessário, a descontinuação da droga para evitar complicações graves. Para residentes, é importante saber diferenciar os efeitos agudos dos crônicos e os específicos de cada via de administração.
A amiodarona pode causar pneumonite intersticial, que pode progredir para fibrose pulmonar. Os sintomas incluem dispneia, tosse e febre, e o diagnóstico requer alta suspeição clínica e exames de imagem como TC de tórax.
A amiodarona contém iodo e pode causar tanto hipotireoidismo (mais comum, por inibição da síntese hormonal) quanto hipertireoidismo (tireotoxicose induzida por amiodarona, por excesso de iodo ou tireoidite destrutiva). O monitoramento da função tireoidiana é essencial.
A amiodarona pode causar depósitos corneanos (microdepósitos na córnea, geralmente assintomáticos) e, mais raramente, neuropatia óptica, que pode levar à perda visual. Neuropatia periférica também é um efeito adverso neurológico possível.
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