Medicamentos e Hipertensão: Efeitos Adversos em Infectologia

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021

Enunciado

Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Com relação a COVID-19, podemos afirmar que não existe resolução do Conselho Federal de Medicina que norteia as prioridades de internação em leitos de UTI, para respaldar as escolhas médicas na pandemia.
  2. B) Uso compassivo e uso “off label” de medicamentos em tempos de pandemia são sinônimos.
  3. C) A dengue hemorrágica tem relação com a baixa imunidade do organismo infectado e costuma se manifestar após o sétimo dia de doença com choque circulatório.
  4. D) Medicamentos utilizados em infectologia como terapia antirretroviral (TARV) para HIV e anfotericina B para infecções fúngicas podem causar hipertensão arterial.

Pérola Clínica

TARV e Anfotericina B podem causar hipertensão arterial como efeito adverso, especialmente por nefrotoxicidade.

Resumo-Chave

Alguns medicamentos comumente usados em infectologia, como a terapia antirretroviral (TARV) para HIV e a anfotericina B, podem ter como efeito adverso a indução ou agravamento da hipertensão arterial, muitas vezes por mecanismos como nefrotoxicidade ou disfunção endotelial.

Contexto Educacional

A farmacologia em infectologia é complexa, e muitos medicamentos potentes, embora eficazes, possuem um perfil de efeitos adversos significativo. A terapia antirretroviral (TARV) para o HIV, por exemplo, revolucionou o tratamento da infecção, mas está associada a diversas comorbidades metabólicas e cardiovasculares, incluindo dislipidemia, resistência à insulina e, consequentemente, um risco aumentado de hipertensão arterial sistêmica. A anfotericina B, um antifúngico de amplo espectro, é outro exemplo clássico de medicamento com efeitos adversos importantes. Sua nefrotoxicidade é bem documentada, podendo levar à vasoconstrição renal, lesão tubular e desequilíbrio eletrolítico, culminando em elevação da pressão arterial. É crucial o monitoramento rigoroso da função renal e dos eletrólitos durante seu uso. Para residentes, é fundamental compreender que o manejo de pacientes com infecções crônicas ou graves exige não apenas o tratamento da infecção, mas também a vigilância e o manejo dos efeitos adversos dos medicamentos. A identificação e o controle da hipertensão induzida por fármacos são essenciais para otimizar o prognóstico e a qualidade de vida desses pacientes, evitando complicações cardiovasculares a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais classes de medicamentos antirretrovirais estão mais associadas à hipertensão arterial?

Inibidores de protease (IPs) e inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRNs) têm sido associados a dislipidemia, resistência à insulina e disfunção endotelial, que podem contribuir para o desenvolvimento ou agravamento da hipertensão.

Qual o mecanismo pelo qual a anfotericina B pode causar hipertensão?

A anfotericina B é conhecida por sua nefrotoxicidade, causando vasoconstrição renal e lesão tubular, o que pode levar à retenção de sódio e água, e consequentemente, à elevação da pressão arterial.

Quais são as diferenças entre uso compassivo e uso "off label" de medicamentos?

Uso compassivo refere-se ao uso de medicamentos experimentais ou não aprovados para pacientes com doenças graves ou com risco de vida, sem alternativas terapêuticas. Uso "off label" é a prescrição de um medicamento aprovado para uma indicação, dose ou via de administração diferente daquelas aprovadas na bula.

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