UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Em relação ao tratamento das dislipidemias assinale a alternativa incorreta.
Rabdomiólise por estatina é rara (<0,1%), não 10%. Miopatia ↑ com fibratos, especialmente genfibrosila.
A alternativa A está incorreta porque a rabdomiólise é uma complicação rara das estatinas, ocorrendo em menos de 0,1% dos pacientes, e não em 10%. É crucial diferenciar miopatia (dor muscular com CK normal ou levemente elevada) de rabdomiólise (CK > 10x LSN com mioglobinúria e risco de IRA).
O tratamento das dislipidemias é fundamental na prevenção de eventos cardiovasculares, sendo as estatinas a base da terapia. Elas atuam inibindo a HMG-CoA redutase, enzima chave na síntese de colesterol, e são eficazes na redução do LDL-colesterol. É crucial entender seus mecanismos de ação, indicações e, principalmente, seus potenciais efeitos adversos para uma prática clínica segura e eficaz. Os efeitos adversos das estatinas incluem miopatia (dor muscular com ou sem elevação de CK), miosite (inflamação muscular), e a rara, porém grave, rabdomiólise, caracterizada por dor muscular intensa, fraqueza, elevação acentuada da CK (>10x LSN) e mioglobinúria, podendo levar à insuficiência renal aguda. A incidência de rabdomiólise é muito baixa, inferior a 0,1%. Outras opções terapêuticas incluem ezetimiba (inibidor da absorção intestinal de colesterol), fibratos (para hipertrigliceridemia) e niacina (reduz triglicerídeos e aumenta HDL, mas sem benefício cardiovascular adicional quando associada a estatinas). A monitorização dos pacientes em uso de estatinas é essencial, com atenção aos sintomas musculares e à dosagem de CK. A interação com outros medicamentos, como a genfibrosila, pode aumentar significativamente o risco de miopatia e rabdomiólise, exigindo cautela e, muitas vezes, a escolha de outro fibrato (ex: fenofibrato) ou a não associação. O manejo da dislipidemia deve ser individualizado, considerando o perfil de risco do paciente e as metas de LDL-colesterol.
A rabdomiólise é uma complicação rara das estatinas, com incidência de menos de 0,1% dos pacientes, sendo a miopatia (dor muscular) mais comum, mas geralmente menos grave.
A ezetimiba é recomendada quando as metas de LDL-colesterol não são atingidas com a dose máxima tolerada de estatina, ou em pacientes intolerantes a estatinas.
A associação de fibratos e estatinas aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise, sendo a genfibrosila a que apresenta maior risco e deve ser evitada com estatinas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo