SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021
Paciente foi avaliado pelo médico da USF, detectou lombociatalgia, e foram prescritos analgésicos (dipirona) e anti-inflamatórios não esteroidais (diclofenaco sódico) por 7 dias. Dentre os possíveis efeitos adversos, qual mais esperado para o caso
AINEs (diclofenaco) → risco ↑ de úlcera gástrica, especialmente com uso prolongado ou em pacientes suscetíveis, devido à inibição de prostaglandinas protetoras.
Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como o diclofenaco, são conhecidos por seus efeitos adversos gastrointestinais. A úlcera gástrica é um dos mais esperados, especialmente em tratamentos prolongados ou em pacientes com fatores de risco, devido à inibição da síntese de prostaglandinas protetoras da mucosa.
Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são medicamentos amplamente utilizados para o alívio da dor e inflamação, como na lombociatalgia. Embora eficazes, seu uso não é isento de riscos, e os efeitos adversos gastrointestinais são os mais comuns e clinicamente relevantes, sendo a úlcera gástrica um dos mais esperados. A fisiopatologia da lesão gástrica induzida por AINEs envolve a inibição da enzima ciclooxigenase (COX), especialmente a COX-1, que é constitutiva e responsável pela produção de prostaglandinas citoprotetoras na mucosa gástrica. A redução dessas prostaglandinas compromete a barreira mucosa, levando a um aumento da secreção ácida, diminuição do fluxo sanguíneo e maior suscetibilidade a lesões. A conduta para minimizar os riscos inclui a prescrição da menor dose eficaz pelo menor tempo possível, a co-prescrição de inibidores da bomba de prótons (IBP) em pacientes de alto risco, e a consideração de AINEs seletivos para COX-2, que têm menor risco gastrointestinal, mas maior risco cardiovascular. É fundamental monitorar os pacientes e educá-los sobre os sinais de alerta de sangramento gastrointestinal.
Os AINEs podem causar efeitos adversos gastrointestinais (úlcera, sangramento, dispepsia), renais (insuficiência renal aguda, hipertensão), cardiovasculares (aumento do risco de eventos trombóticos) e hepáticos (raros, como hepatite aguda).
Os AINEs inibem a ciclooxigenase (COX), reduzindo a produção de prostaglandinas, que são protetoras da mucosa gástrica. Essa inibição leva à diminuição do muco e bicarbonato, e aumento da secreção ácida, tornando a mucosa vulnerável a lesões e úlceras.
Pacientes idosos, com histórico de úlcera ou sangramento gastrointestinal, uso concomitante de corticoides ou anticoagulantes, infecção por H. pylori, e uso de altas doses ou múltiplos AINEs têm maior risco de desenvolver úlcera gástrica.
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