Sífilis Congênita: Entenda o Efeito Prozona no VDRL
Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2018
Enunciado
Um lactente com um mês de vida apresenta lesões palmo-plantares e hepatoesplenomegalia. Na história materna, tem-se que seu companheiro apresentou sífilis não tratada. A mãe nega qualquer sintoma, sendo que realizou o VDRL na gestação, que veio negativo. Realizado o exame físico da mãe, não se evidenciou qualquer alteração. Os exames realizados no lactente demonstraram VDRL positivo no sangue e no líquor, que não apresentou alterações bioquímicas. Em relação à sífilis congênita descrita no caso apresentado, chama a atenção o seguinte fato:
Alternativas
A) devido à história de sífilis não tratada no pai da criança, dever-se-ia ter realizado, na sala de parto, o teste de VDRL no sangue do cordão umbilical, por ter maior sensibilidade que no sangue materno.
B) a negatividade do VDRL materno pode ser explicada pela ausência de reação de aglutinação, que acontece quando existe excesso de anticorpos no sangue, o que caracteriza o efeito prozona.
C) no caso, o diagnóstico de neurosífilis exige tratamento com penicilina cristalina durante dez dias, sendo indicada a suspensão do aleitamento materno.
D) a ausência de alterações na bioquímica do líquor descarta o diagnóstico de neurosífilis, sendo indicado o tratamento com penicilina benzatina dose única.
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