CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Na fixação para perto, o efeito prismático induzido suscitará:
Lentes positivas na convergência → efeito de base temporal → auxilia esofória ou ↑ convergência.
Ao convergir para perto através de lentes positivas, o eixo visual passa nasalmente ao centro óptico, criando um efeito de prisma com base temporal, o que compensa esoforias.
A óptica geométrica é essencial para entender a adaptação de óculos. O descentramento das lentes pode ser usado terapeuticamente para tratar distúrbios de motilidade ocular extrínseca. Lentes positivas 'aliviam' o sistema de convergência, sendo úteis em pacientes com excesso de convergência ou esoforias significativas para perto.
Ocorre quando o eixo visual do paciente não passa pelo centro óptico da lente. Segundo a Regra de Prentice, o poder prismático é o produto da dioptria da lente pelo descentramento em centímetros. Em lentes positivas, o centro é mais espesso (bases unidas); em negativas, as bordas são mais espessas (ápices unidos).
Na fixação para perto, os olhos convergem. Ao olhar através de uma lente positiva, os olhos passam por uma região nasal ao centro óptico. Como a lente positiva se comporta como prismas unidos pela base, essa região nasal atua como um prisma de base temporal, o que exige menos esforço de convergência ou ajuda a corrigir uma tendência de desvio para dentro (esofória).
Nas lentes negativas, o centro é a parte mais fina (ápices unidos). Na convergência, o olho passa por uma região que atua como prisma de base nasal. Isso induz uma exofória ou exige maior esforço de convergência do paciente ortofórico para manter a fusão da imagem.
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