UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Sobre as incretinas é CORRETO afirmar que:
Efeito incretina: glicose oral → ↑↑ insulina vs. glicose IV → ↑ insulina.
O efeito incretina descreve a maior liberação de insulina em resposta à glicose administrada por via oral em comparação com a via intravenosa. Isso ocorre porque a glicose oral estimula a liberação de hormônios intestinais (incretinas como GLP-1 e GIP) que potencializam a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas.
O efeito incretina é um conceito fundamental na fisiologia endócrina e no metabolismo da glicose, com implicações diretas na compreensão e tratamento do diabetes mellitus tipo 2. Ele descreve o fenômeno pelo qual a ingestão de glicose por via oral resulta em uma secreção de insulina significativamente maior do que a administração de uma quantidade equivalente de glicose por via intravenosa. Essa diferença é atribuída à liberação de hormônios intestinais, as incretinas. As principais incretinas são o GLP-1 (Peptídeo-1 semelhante ao Glucagon) e o GIP (Polipeptídeo Inibitório Gástrico). Elas são liberadas pelas células L e K do intestino, respectivamente, em resposta à presença de nutrientes no lúmen intestinal. Uma vez na circulação, as incretinas atuam nas células beta do pâncreas, potencializando a secreção de insulina de forma glicose-dependente. Além disso, o GLP-1 também inibe a secreção de glucagon pelas células alfa, retarda o esvaziamento gástrico e promove a saciedade, contribuindo para um melhor controle glicêmico pós-prandial. No contexto do diabetes tipo 2, o efeito incretina está frequentemente diminuído, o que contribui para a hiperglicemia. A compreensão desse mecanismo levou ao desenvolvimento de novas classes de medicamentos, como os análogos de GLP-1 e os inibidores da dipeptil peptidase-4 (DPP-4), que visam restaurar ou potencializar a ação das incretinas para melhorar o controle glicêmico em pacientes diabéticos.
Incretinas são hormônios gastrointestinais, como GLP-1 e GIP, liberados em resposta à ingestão de nutrientes. Sua função principal é potencializar a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas de forma glicose-dependente, além de inibir a secreção de glucagon e retardar o esvaziamento gástrico.
O GLP-1 (Peptídeo-1 semelhante ao Glucagon) é uma incretina que estimula a secreção de insulina, inibe a liberação de glucagon, retarda o esvaziamento gástrico e promove a saciedade, contribuindo para a redução dos níveis de glicose no sangue. É produzido nas células L do intestino.
Pacientes com diabetes mellitus tipo 2 frequentemente apresentam um efeito incretina reduzido, o que contribui para a disfunção das células beta e o controle glicêmico inadequado. Medicamentos análogos de GLP-1 e inibidores da DPP-4 são usados para otimizar essa via.
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