MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um homem de 35 anos, hígido, voluntário em um estudo de fisiologia metabólica, é submetido a dois protocolos experimentais distintos. No primeiro, ele recebe uma carga oral de 75g de glicose (TOTG). No segundo, realizado uma semana depois, ele recebe uma infusão intravenosa de glicose em taxa ajustada continuamente para mimetizar exatamente a curva de glicemia plasmática obtida no primeiro teste (clamp isoglicêmico). Ao comparar os resultados, os pesquisadores observam que, apesar de as concentrações plasmáticas de glicose serem idênticas em ambos os protocolos, a área sob a curva (AUC) da insulina plasmática é aproximadamente 70% maior após a administração oral. Considerando a fisiologia do eixo entero-insular, esse fenômeno de potencialização da secreção de insulina é mediado primordialmente por:
Em pacientes com Diabetes Tipo 2, o efeito incretina está frequentemente reduzido ou ausente. Isso fundamenta o uso de agonistas de GLP-1 e inibidores da DPP-4 (enzima que degrada as incretinas) para melhorar o controle glicêmico sem causar hipoglicemia grave, pois sua ação depende da presença de glicose.
O efeito incretina é um conceito fundamental na fisiologia endócrina, explicando a comunicação entre o trato gastrointestinal e o pâncreas endócrino. Estima-se que as incretinas sejam responsáveis por 50% a 70% da secreção pós-prandial de insulina em indivíduos saudáveis. Fisiopatologicamente, o GLP-1 e o GIP são secretados pelas células L e K do intestino, respectivamente, logo após a ingestão de nutrientes. Eles atuam nas células beta pancreáticas de forma glicose-dependente, o que minimiza o risco de hipoglicemia. O mecanismo envolve o aumento do cAMP, que ativa a PKA e o Epac2, facilitando a liberação de vesículas de insulina. Clinicamente, esse eixo é o alvo de classes farmacológicas modernas para o tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2, como os agonistas do receptor de GLP-1 e os inibidores da DPP-4 (enzima que degrada as incretinas), destacando a importância do domínio deste tema para residentes.
A resposta de insulina no teste oral cairia drasticamente, tornando-se muito semelhante à resposta observada no teste intravenoso, eliminando o efeito incretina.
Porque a glicose intravenosa contorna o trato gastrointestinal, não estimulando as células K e L a liberarem GIP e GLP-1 na circulação portal.
Não, a ação das incretinas na célula beta é 'glicose-dependente', o que significa que elas só potencializam a secreção se os níveis de glicose já estiverem elevados, protegendo contra hipoglicemia.
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