INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Uma médica da Estratégia de Saúde da Família percebeu que, nas consultas de Puericultura, houve um aumento das queixas de agitação, irritabilidade e tristeza nas crianças, durante o período da pandemia da COVID-19. Muitos genitores, preocupados com as mudanças comportamentais dos filhos, estão solicitando a prescrição de medicamentos e encaminhamentos para consulta com Psicólogos. Nesse cenário, atenta à situação, a médica, em conjunto com a equipe de saúde, deve planejar e executar ações de saúde no território que contemplem esse novo momento.Considerando as informações apresentadas e com base na Educação Popular em Saúde, a principal ação a ser realizada com as famílias dessas crianças é a
Saúde mental infantil na ESF → Escuta ativa e diálogo com famílias para construção de soluções, evitando medicalização.
Em cenários de sofrimento psíquico infantil, especialmente em Atenção Primária à Saúde (APS), a Educação Popular em Saúde preconiza a escuta ativa e o diálogo com as famílias. Isso permite compreender as demandas e construir soluções conjuntas, valorizando o saber popular e evitando a medicalização desnecessária.
A Educação Popular em Saúde (EPS) é uma abordagem fundamental na Atenção Primária, especialmente no contexto da saúde mental infantil. Ela reconhece o saber e a experiência das comunidades como elementos centrais para a construção de práticas de saúde mais eficazes e humanizadas. Em situações como o aumento de queixas de agitação e tristeza em crianças durante a pandemia, a EPS orienta a equipe de saúde a ir além da prescrição medicamentosa, buscando compreender as raízes do sofrimento e empoderar as famílias. O diagnóstico e manejo na EPS não se baseiam apenas em protocolos clínicos, mas na escuta ativa e no diálogo. Ao invés de impor soluções, a equipe deve facilitar a expressão das preocupações dos genitores e, em conjunto, planejar ações que contemplem as necessidades específicas daquela família e território. Isso pode incluir grupos de apoio, oficinas lúdicas para crianças, ou discussões sobre estratégias parentais, sempre com o objetivo de fortalecer os recursos internos da comunidade. O tratamento e prognóstico, sob a ótica da EPS, visam a autonomia e a corresponsabilização. A meta é evitar a medicalização desnecessária do sofrimento, que muitas vezes é reacional a contextos sociais e emocionais, e promover a saúde integral. A equipe de saúde atua como facilitadora, oferecendo suporte e informações, mas sempre respeitando a capacidade das famílias de encontrar suas próprias soluções, com base em seus valores e cultura.
A Educação Popular em Saúde promove o diálogo, a escuta ativa e a construção conjunta de soluções com as famílias, valorizando o saber popular e a autonomia no cuidado à saúde mental infantil.
A pandemia gerou aumento de queixas como agitação, irritabilidade e tristeza em crianças, demandando abordagens sensíveis e não medicalizantes na Atenção Primária.
A medicalização excessiva pode mascarar questões sociais e emocionais, impedindo a abordagem integral e a construção de estratégias de enfrentamento mais amplas e sustentáveis para a criança e sua família.
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