PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Em relação à educação de crianças em situações especiais é ERRADO afirmar:
Inclusão = Escola se adapta ao aluno. Integração = Aluno tenta se adaptar à escola.
O paradigma atual da educação especial é a inclusão, onde o sistema de ensino deve ser modificado para acolher a diversidade, e não o aluno se moldar ao sistema.
A educação de crianças com necessidades especiais é regida por princípios de direitos humanos e legislações como a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e o Estatuto da Pessoa com Deficiência. O modelo social da deficiência estabelece que a deficiência não está no indivíduo, mas na interação entre impedimentos físicos/mentais e as barreiras impostas pela sociedade. Por isso, a meta educacional é a acessibilidade plena. A alternativa B está errada porque fere o princípio da inclusão, que exige que o sistema educacional seja flexível e adaptável às necessidades singulares de cada estudante.
A integração pressupõe que o aluno com deficiência deve se preparar ou se adaptar para frequentar a escola regular. Já a inclusão inverte essa lógica: a escola é que deve se transformar para remover barreiras físicas, pedagógicas e atitudinais, garantindo o aprendizado de todos. Portanto, afirmar que o aluno deve se adaptar ao sistema vigente (como na alternativa B) é um conceito ultrapassado e juridicamente incorreto no contexto da educação inclusiva.
Sim. De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), os alunos com deficiência que necessitem de apoio para higiene, alimentação, locomoção ou auxílio em atividades escolares têm direito a um profissional de apoio escolar (monitor/mediador). Esse serviço deve ser providenciado pela instituição de ensino sem custo adicional para a família.
O atendimento deve ocorrer preferencialmente na rede regular de ensino, em classes comuns. Complementarmente, o aluno pode receber o Atendimento Educacional Especializado (AEE), geralmente no turno inverso, em salas de recursos multifuncionais na própria escola ou em centros especializados, mas nunca como substituto ao ensino regular.
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