UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Qual é o sinal clínico mais frequente da síndrome nefrótica?
Síndrome nefrótica → proteinúria maciça → hipoalbuminemia → ↓ pressão oncótica → Edema generalizado (anasarca).
O edema é o sinal clínico mais frequente e característico da síndrome nefrótica, resultante da proteinúria maciça que leva à hipoalbuminemia, diminuindo a pressão oncótica plasmática e causando extravasamento de líquido para o interstício, manifestando-se como edema generalizado (anasarca).
A síndrome nefrótica é uma condição renal caracterizada por um conjunto de achados clínicos e laboratoriais que refletem uma disfunção grave da barreira de filtração glomerular. É uma das principais causas de doença renal em crianças e adultos, e seu reconhecimento precoce é fundamental para o manejo adequado e prevenção de complicações. O sinal clínico mais proeminente e frequente da síndrome nefrótica é o edema. Este edema é tipicamente generalizado, podendo iniciar-se nas pálpebras (edema periorbital), progredir para a face e membros inferiores, e em casos graves, evoluir para ascite, derrame pleural e anasarca (edema maciço e generalizado). A fisiopatologia do edema está diretamente ligada à proteinúria maciça (>3,5 g/dia), que resulta em hipoalbuminemia (<3,0 g/dL). A diminuição da albumina sérica reduz a pressão oncótica plasmática, favorecendo o extravasamento de líquido do compartimento intravascular para o interstício. Além do edema, a síndrome nefrótica é definida pela presença de proteinúria maciça, hipoalbuminemia, hiperlipidemia (devido ao aumento da síntese hepática de lipoproteínas em resposta à hipoalbuminemia) e lipidúria. O tratamento visa controlar o edema, reduzir a proteinúria, tratar a causa subjacente e prevenir complicações como trombose e infecções. O manejo inclui restrição de sódio, diuréticos, inibidores da ECA/BRA e, dependendo da etiologia, imunossupressores.
O edema na síndrome nefrótica é causado pela proteinúria maciça, que leva à perda de albumina na urina (hipoalbuminemia). A baixa concentração de albumina no sangue diminui a pressão oncótica plasmática, permitindo que o líquido extravase dos vasos sanguíneos para o espaço intersticial.
O edema na síndrome nefrótica é tipicamente generalizado, começando nas pálpebras (edema periorbital), face e regiões dependentes (membros inferiores), e pode progredir para ascite, derrame pleural e anasarca (edema generalizado grave).
Além do edema, os critérios diagnósticos da síndrome nefrótica incluem proteinúria maciça (>3,5g/1,73m²/24h), hipoalbuminemia (<3,0 g/dL), hiperlipidemia e lipidúria.
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