PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Mulher de 67 anos, aposentada, vinha fazendo controle câncer de mama tratado há quatro anos e meio. Há uma semana começou com dispnéia aos médios esforços, mas que piorou nas últimas horas. Compareceu ao PA em franca dispnéia, sendo imediatamente colocada sob administração de O₂ por cateter nasal. No momento, apresenta saturação de oxigênio em 92%. Foi realizada radiografia de tórax, que mostrou derrame pleural bilateral volumoso. Foi solicitada a avaliação do cirurgião, que indicou toracocentese. Em relação a este caso e ao derrame pleural de modo geral, assinale a alternativa CORRETA:
Drenagem pleural volumosa → Risco de Edema de Reexpansão (evitar retirar > 1,5L subitamente).
A retirada rápida de grandes volumes de líquido pleural pode causar edema pulmonar de reexpansão devido a alterações súbitas na pressão hidrostática e permeabilidade capilar.
O manejo do derrame pleural em pacientes oncológicos, como no câncer de mama, visa principalmente a paliação dos sintomas respiratórios. A toracocentese de alívio é o procedimento inicial. No entanto, a cronicidade do colapso pulmonar torna o parênquima vulnerável a lesões por reoxigenação e estresse mecânico durante a reexpansão. Sintomas como tosse persistente ou dor torácica durante o procedimento devem alertar o médico para interromper a drenagem. Em casos de derrames recidivantes, opções como a pleurodese ou a inserção de cateteres pleurais de longa permanência devem ser discutidas, sempre avaliando a expansibilidade pulmonar prévia.
Geralmente recomenda-se não retirar mais do que 1.000 a 1.500 mL de líquido pleural em uma única sessão de toracocentese. Retiradas maiores aumentam significativamente o risco de edema pulmonar de reexpansão e instabilidade hemodinâmica.
É uma complicação rara, mas grave, que ocorre após a rápida reexpansão de um pulmão que estava colapsado por líquido ou ar. Acredita-se que a queda súbita da pressão intrapleural cause dano capilar e liberação de mediadores inflamatórios, levando ao extravasamento de líquido para o parênquima pulmonar.
Não. Embora derrames neoplásicos sejam frequentemente hemorrágicos ou sero-hemorrágicos, eles podem perfeitamente se apresentar como líquido citrino (amarelo claro). A citologia oncótica e a biópsia pleural são os exames definitivos para o diagnóstico de malignidade.
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