Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
Paciente masculino, 67 anos, entra no pronto-atendimento da Unimed com dispneia. Realizada radiografia do tórax PA com o laudo de opacidades perihilares bilaterais e na TC com o laudo de consolidações acionares bilaterais. Este aspecto tem como principal hipótese diagnóstica.
Opacidades perihilares bilaterais + consolidações acinares = forte indício de edema pulmonar cardiogênico.
O padrão radiológico de opacidades perihilares bilaterais, frequentemente descrito como 'asa de borboleta', e as consolidações acinares bilaterais na TC são achados clássicos de edema pulmonar cardiogênico. Isso ocorre devido ao aumento da pressão hidrostática nos capilares pulmonares, levando ao extravasamento de fluido para os alvéolos.
O edema pulmonar cardiogênico é uma condição grave e comum, frequentemente associada à insuficiência cardíaca descompensada, que se manifesta clinicamente por dispneia aguda. O diagnóstico é guiado pela história clínica, exame físico e, crucialmente, por exames de imagem como a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada (TC). Reconhecer os padrões radiológicos é fundamental para um diagnóstico rápido e manejo adequado. Na radiografia de tórax, o edema pulmonar cardiogênico classicamente apresenta opacidades perihilares bilaterais, muitas vezes descritas como "padrão em asa de borboleta", que refletem o acúmulo de líquido nos alvéolos. Outros achados incluem cardiomegalia, derrame pleural (geralmente bilateral) e linhas B de Kerley, indicativas de espessamento dos septos interlobulares. A TC, por sua vez, pode detalhar as consolidações acinares bilaterais e o espessamento septal, confirmando a presença de líquido no parênquima pulmonar. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão hidrostática nos capilares pulmonares devido à disfunção cardíaca, levando ao extravasamento de fluido para o interstício e, em casos mais graves, para os alvéolos. É vital diferenciar o edema pulmonar cardiogênico de outras causas de dispneia e opacidades pulmonares, como pneumonias ou síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), pois o tratamento é distinto. Para residentes, a interpretação precisa desses achados radiológicos é uma habilidade diagnóstica essencial.
Na radiografia de tórax, o edema pulmonar cardiogênico tipicamente se manifesta com cardiomegalia, derrame pleural (geralmente bilateral), linhas B de Kerley, e opacidades perihilares bilaterais que podem formar um padrão de 'asa de borboleta', indicando congestão e extravasamento alveolar.
A TC pode revelar achados mais detalhados, como espessamento dos septos interlobulares, opacidades em vidro fosco, consolidações acinares bilaterais e derrames pleurais, confirmando o extravasamento de fluido para o interstício e alvéolos. Ajuda a diferenciar de outras causas de dispneia.
O edema pulmonar cardiogênico resulta de uma falha do coração em bombear sangue eficientemente, levando ao aumento da pressão nas câmaras esquerdas e, consequentemente, na circulação pulmonar. Esse aumento da pressão hidrostática nos capilares pulmonares força o líquido para o interstício e, posteriormente, para os alvéolos, comprometendo a troca gasosa.
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