Edema Pulmonar: Diferenciando Origem Cardiogênica de SARA

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Às vezes é difícil distinguir o edema pulmonar cardiogênico do edema pulmonar não cardiogênico (LPA-lesão pulmonar aguda e SARA). Dentre as opções abaixo, identifique aquela que fala a favor de edema pulmonar cardiogênico.

Alternativas

  1. A) PCP (pressão capilar pulmonar) abaixo de 18 mmHg
  2. B) PaO2/FiO2 abaixo de 300 mmHg
  3. C) PaO2/FiO2 abaixo de 200 mmHg
  4. D) Infiltrado peri-hilar ou em asa de borboleta bilateralmente, no raio-X de tórax
  5. E) Infiltrado pulmonar bilateral (esparso, aleatório e sem padrão definido) no raio-X de tórax.

Pérola Clínica

Infiltrado peri-hilar/asa de borboleta + linhas B de Kerley → Edema Cardiogênico.

Resumo-Chave

O edema cardiogênico resulta do aumento da pressão hidrostática capilar, manifestando-se radiologicamente com padrões de congestão central e peri-hilar, ao contrário da SARA, que apresenta infiltrados periféricos e heterogêneos.

Contexto Educacional

A distinção entre edema pulmonar cardiogênico e não cardiogênico (LPA/SARA) é fundamental para o manejo terapêutico. Enquanto o edema cardiogênico responde prontamente a diuréticos e suporte inotrópico para reduzir a pré e pós-carga, a SARA exige uma estratégia de ventilação protetora e tratamento da causa subjacente (sepse, pneumonia, trauma). O exame físico (presença de B3, turgência jugular) e a radiografia de tórax são as ferramentas iniciais mais valiosas, embora em casos complexos o ecocardiograma ou a monitorização hemodinâmica invasiva possam ser necessários para confirmar a etiologia.

Perguntas Frequentes

Quais achados radiológicos sugerem edema cardiogênico?

Os achados clássicos incluem o infiltrado peri-hilar bilateral simétrico (padrão em 'asa de borboleta'), cardiomegalia, redistribuição de fluxo para os ápices (cefalização da trama), presença de linhas B de Kerley (edema intersticial) e derrame pleural bilateral. Esses sinais refletem o aumento da pressão venocapilar pulmonar decorrente da falência do ventrículo esquerdo.

Como a Pressão Capilar Pulmonar (PCP) ajuda no diagnóstico?

Historicamente, a PCP é o padrão-ouro para diferenciar as causas. No edema cardiogênico, a PCP costuma estar elevada, geralmente acima de 18 mmHg, indicando que a causa do extravasamento de fluido é o aumento da pressão hidrostática. Na SARA (edema não cardiogênico), a PCP é tipicamente normal ou baixa (< 18 mmHg), pois o mecanismo principal é o aumento da permeabilidade da membrana alvéolo-capilar por lesão inflamatória.

O que define a SARA em termos de oxigenação?

A SARA é definida pelos Critérios de Berlim, que incluem início agudo (dentro de 1 semana), infiltrados bilaterais não explicados por falência cardíaca ou sobrecarga de fluidos, e hipoxemia grave definida pela relação PaO2/FiO2 ≤ 300 mmHg com PEEP ≥ 5 cmH2O. A gravidade é classificada em leve (200-300), moderada (100-200) e grave (≤ 100).

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