HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Os médicos emergencistas devem estar confortáveis para identificar e tratar os pacientes com insuficiência cardíaca (IC), uma vez que essa condição é a causa mais comum de internação de pacientes com mais de 65 anos e exibe uma prevalência em ascensão. Os pacientes com IC apresentam uma taxa de mortalidade de 50% decorridos 4 anos do aparecimento dos sintomas. Avalie as afirmativas a seguir.I - O tratamento do edema pulmonar cardiogênico consiste em oxigenação, vasodilatação, diurese e aumento da contratilidade cardíaca, se necessário.II - O fornecimento de um alto fluxo de oxigênio deve ser a primeira intervenção. A ventilação não invasiva por meio da aplicação de uma pressão de via aérea positiva bifásica ou contínua pode ser necessária diante da persistência da hipóxia.III - No paciente gravemente enfermo, a administração de nitroglicerina por via IV é a melhor opção.IV - A diurese promovida pela furosemida ou bumetanida aumenta efetivamente a pré-carga e o volume intravascular, diminuindo assim a congestão pulmonar. É correto o que se afirma em:
Edema pulmonar cardiogênico → Oxigênio, VNI, vasodilatadores (nitroglicerina), diuréticos (furosemida) e inotrópicos se choque.
O manejo do edema pulmonar cardiogênico visa reduzir a pré e pós-carga, melhorar a oxigenação e, se necessário, a contratilidade. A VNI é fundamental para reduzir o trabalho respiratório e melhorar a troca gasosa, enquanto a nitroglicerina IV é um potente vasodilatador que diminui a pré e pós-carga rapidamente.
O edema pulmonar cardiogênico é uma emergência médica comum, representando uma das principais causas de internação hospitalar em idosos. Caracteriza-se pelo acúmulo de líquido nos pulmões devido à disfunção cardíaca, resultando em dispneia grave e hipoxemia. A rápida identificação e intervenção são cruciais para reduzir a alta morbimortalidade associada a essa condição. A fisiopatologia envolve o aumento das pressões de enchimento cardíacas, levando à transudação de fluido para o interstício e alvéolos pulmonares. O diagnóstico é clínico, com suporte de exames como radiografia de tórax e ecocardiograma. A suspeita deve ser alta em pacientes com histórico de IC que apresentam piora súbita da dispneia, ortopneia e crepitações pulmonares. O tratamento inicial foca em oxigenação (com VNI precoce), vasodilatação (nitroglicerina IV) para reduzir pré e pós-carga, e diurese (furosemida) para diminuir o volume intravascular e a congestão. Inotrópicos podem ser necessários em casos de choque cardiogênico. O manejo adequado visa estabilizar o paciente, otimizar a função cardíaca e prevenir complicações.
Os pilares incluem oxigenação (com VNI se necessário), vasodilatação (nitroglicerina), diurese (furosemida) e, em casos selecionados, suporte inotrópico para melhorar a contratilidade cardíaca.
A VNI reduz o trabalho respiratório, melhora a oxigenação e diminui a pré-carga e pós-carga cardíaca, auxiliando na redistribuição do fluido pulmonar e aliviando a dispneia.
A nitroglicerina IV é um potente vasodilatador venoso e arterial que reduz rapidamente a pré-carga e a pós-carga, diminuindo a congestão pulmonar e melhorando o débito cardíaco.
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