UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Cada uma das condições abaixo está associada ao desenvolvimento de edema pulmonar, EXCETO:
Edema pulmonar → ↑ Pressão hidrostática capilar pulmonar ou ↓ Pressão oncótica capilar. ↑ Pressão oncótica plasmática NÃO causa.
O edema pulmonar ocorre por desequilíbrio das forças de Starling, geralmente por aumento da pressão hidrostática capilar pulmonar ou diminuição da pressão oncótica intravascular. O aumento da pressão oncótica do plasma, ao contrário, tenderia a reter líquido no intravascular, dificultando o edema.
O edema pulmonar é uma condição grave caracterizada pelo acúmulo excessivo de líquido no interstício e alvéolos pulmonares, comprometendo a troca gasosa. Sua compreensão é fundamental na prática médica, pois está associado a diversas patologias, como insuficiência cardíaca, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e condições de alta altitude. A fisiopatologia do edema pulmonar envolve um desequilíbrio das forças de Starling nos capilares pulmonares. As causas mais comuns são o aumento da pressão hidrostática capilar pulmonar (cardiogênico) ou o aumento da permeabilidade da membrana alvéolo-capilar (não cardiogênico). A diminuição da pressão oncótica do plasma também pode contribuir, mas o aumento da pressão oncótica plasmática, ao contrário, tenderia a reter líquido no intravascular, protegendo contra o edema. Condições como insuficiência cardíaca, eclâmpsia e altitude elevada (edema pulmonar de altitude) são conhecidas por causar edema pulmonar. O diagnóstico e manejo dependem da identificação da causa subjacente, sendo crucial para residentes reconhecerem os diferentes mecanismos e apresentações clínicas para um tratamento eficaz e rápido.
Os principais mecanismos incluem aumento da pressão hidrostática capilar pulmonar (ex: insuficiência cardíaca), aumento da permeabilidade capilar pulmonar (ex: SDRA) e diminuição da pressão oncótica plasmática (ex: hipoalbuminemia grave).
O aumento da pressão oncótica do plasma eleva a capacidade do sangue de reter líquidos, puxando-os do interstício para o intravascular, o que, na verdade, protege contra o desenvolvimento de edema.
Sim, a altitude elevada pode levar ao edema pulmonar de altitude (EPA), uma condição não cardiogênica causada por hipóxia que provoca vasoconstrição pulmonar e aumento da pressão capilar pulmonar.
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