ENARE/ENAMED — Prova 2023
Dona Marli queixa-se de edema de membros inferiores após iniciar uso de medicamento para controlar sua pressão arterial e procura atendimento para realizar a troca do remédio, pois sente-se muito incomodada. O fármaco em questão deve ser
Anlodipino → edema de MMII (vasodilatação arteriolar), comum e dose-dependente.
O anlodipino, um bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico, é um potente vasodilatador arterial. Essa vasodilatação pode levar ao acúmulo de fluido nos membros inferiores, causando edema periférico, um efeito adverso comum e dose-dependente.
O edema de membros inferiores é um efeito adverso comum e dose-dependente dos bloqueadores dos canais de cálcio diidropiridínicos, como o anlodipino, utilizado no tratamento da hipertensão arterial. Sua ocorrência pode levar à descontinuação do tratamento e impactar a adesão do paciente, sendo crucial que residentes e estudantes de medicina compreendam sua fisiopatologia e manejo. A fisiopatologia do edema induzido por anlodipino reside na sua potente ação vasodilatadora arteriolar. Ao dilatar as arteríolas pré-capilares sem uma dilatação correspondente das vênulas pós-capilares, ocorre um aumento da pressão hidrostática capilar, favorecendo o extravasamento de fluido para o espaço intersticial. Este edema é tipicamente periférico, bilateral, simétrico e não responsivo a diuréticos de forma isolada. O manejo do edema pode envolver a redução da dose do anlodipino, a substituição por outro anti-hipertensivo de classe diferente, ou a combinação com um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), que promovem venodilatação e podem contrabalancear o efeito do anlodipino. É fundamental diferenciar este edema de outras causas, como insuficiência cardíaca ou renal, para evitar investigações desnecessárias e garantir o tratamento adequado.
O edema induzido por anlodipino geralmente se manifesta como inchaço bilateral e simétrico nos tornozelos e pés, sendo mole à palpação e sem sinais inflamatórios.
O anlodipino causa vasodilatação arteriolar, mas não venular, resultando em aumento da pressão hidrostática capilar e extravasamento de fluido para o interstício, especialmente nos membros inferiores.
O manejo pode incluir redução da dose, troca para outro anti-hipertensivo, adição de um inibidor da ECA/BRA (que causam venodilatação) ou uso de diuréticos, embora estes últimos sejam menos eficazes.
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