Tratamento do Edema Macular Diabético com Antiangiogênicos

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

Num paciente diabético com estes exames, podemos afirmar sobre o tratamento atual:

Alternativas

  1. A) O controle da hemoglobina glicosilada não tem impacto sobre esta alteração.
  2. B) A aplicação de laser subliminar com padrão em grade segue como tratamento de escolha.
  3. C) O uso de antiangiogênicos é a melhor opção.
  4. D) Os corticosteróides são a melhor opção nos pacientes com cristalino.

Pérola Clínica

Edema macular diabético central → Anti-VEGF (antiangiogênicos) é o tratamento de 1ª escolha.

Resumo-Chave

O uso de antiangiogênicos (Anti-VEGF) é a conduta padrão-ouro para o edema macular diabético com envolvimento central, superando o laser em eficácia visual.

Contexto Educacional

O tratamento da retinopatia diabética e do edema macular diabético (EMD) evoluiu drasticamente na última década. Estudos multicêntricos como o Protocolo T do DRCR.net demonstraram a superioridade dos agentes anti-VEGF (Ranibizumabe, Aflibercepte e Bevacizumabe) em relação ao laser para casos de EMD com visão reduzida. O controle sistêmico (hemoglobina glicosilada, pressão arterial e lipídios) continua sendo fundamental e tem impacto direto no sucesso do tratamento local, ao contrário do que sugerem algumas alternativas incorretas. A abordagem atual foca na manutenção da anatomia macular para preservar a visão central e a qualidade de vida do paciente diabético.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo de ação dos antiangiogênicos no diabetes?

Os antiangiogênicos, ou anti-VEGF (Fator de Crescimento Endotelial Vascular), bloqueiam a proteína VEGF, que está aumentada em olhos diabéticos. O VEGF aumenta a permeabilidade vascular e estimula a angiogênese. Ao bloqueá-lo, reduz-se o extravasamento de fluido (edema) e a formação de vasos anormais, melhorando a acuidade visual.

O laser ainda tem espaço no tratamento do edema macular?

Sim, mas seu papel mudou. O laser focal ou em grade é hoje reservado principalmente para edemas maculares clinicamente significativos que não envolvem o centro da fóvea ou como terapia adjuvante em casos resistentes, visando reduzir a carga de injeções intravítreas.

Quando usar corticosteroides no edema macular diabético?

Os corticosteroides intravítreos (como o implante de dexametasona) são geralmente considerados segunda linha. São indicados para pacientes que não respondem bem aos anti-VEGF, pacientes pseudofácicos (já operados de catarata) ou aqueles com contraindicação a eventos tromboembólicos recentes, devido ao risco de induzir catarata e aumento da pressão intraocular.

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