CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Com relação ao tratamento do edema macular diabético difuso, podemos afirmar:
Edema Macular Diabético (EMD) com envolvimento foveal → Anti-VEGF é o padrão-ouro.
O tratamento do edema macular diabético evoluiu do laser para os antiangiogênicos, que oferecem melhores resultados de acuidade visual e menor dano tecidual na região macular.
O Edema Macular Diabético (EMD) é a principal causa de perda visual em pacientes com retinopatia diabética. Sua fisiopatologia envolve a quebra da barreira hematorretiniana interna devido à hiperglicemia crônica, levando à liberação de citocinas inflamatórias e VEGF. Atualmente, o tratamento de primeira linha para EMD com comprometimento do centro foveal são os agentes anti-VEGF. Eles estabilizam a vasculatura e promovem a reabsorção do fluido intra e sub-retiniano. O tratamento é intensivo, geralmente exigindo injeções mensais na fase de indução, seguidas de regimes de 'pro re nata' (PRN) ou 'treat-and-extend' para manter os ganhos visuais a longo prazo.
Estudos multicêntricos (como o Protocolo T do DRCR.net) demonstraram que as injeções intravítreas de anti-VEGF (como Aflibercepte, Ranibizumabe e Bevacizumabe) são superiores ao laser de argônio (fotocoagulação focal/em grade) no ganho de linhas de visão. O laser atua destruindo fotorreceptores para reduzir o consumo de oxigênio, o que pode causar cicatrizes e perda de campo visual central. Já os anti-VEGF bloqueiam o fator de crescimento endotelial vascular, reduzindo diretamente a permeabilidade capilar e o edema sem destruir o tecido retiniano.
Os corticoides intravítreos (como o implante de dexametasona) são opções eficazes, especialmente em pacientes pseudofácicos ou naqueles que não respondem bem aos anti-VEGF. No entanto, eles não são a primeira escolha devido ao perfil de efeitos colaterais, que inclui o desenvolvimento acelerado de catarata e o aumento da pressão intraocular (glaucoma secundário), exigindo monitoramento constante.
O edema macular diabético difuso caracteriza-se por um espessamento retiniano generalizado na região macular, causado pelo extravasamento de fluido de capilares dilatados e microaneurismas em toda a área. Ao contrário do edema focal, onde o vazamento é localizado, o difuso frequentemente envolve o centro da fóvea, levando a uma perda visual mais acentuada e exigindo tratamento sistêmico (controle glicêmico) associado à terapia intravítrea.
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