Edema Macular Cistoide: Diagnóstico e Padrão Angiográfico

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2012

Enunciado

Este paciente, provavelmente, apresenta:

Alternativas

  1. A) Coriorretinopatia serosa central
  2. B) Edema macular cistoide
  3. C) Descolamento do epitélio pigmentado da retina
  4. D) Membrana neovascular sub-retiniana clássica

Pérola Clínica

Edema Macular Cistoide → acúmulo de fluido na camada plexiforme externa com padrão angiográfico em 'pétala de flor'.

Resumo-Chave

O edema macular cistoide (EMC) é uma causa frequente de perda visual indolor, comum após cirurgias intraoculares, caracterizado pelo acúmulo de líquido em espaços císticos intrarretinianos.

Contexto Educacional

O edema macular cistoide (EMC) representa o acúmulo de fluido nos espaços císticos da retina neurossensorial, especificamente nas camadas plexiforme externa e nuclear interna. Sua ocorrência está intimamente ligada à quebra da barreira hematorretiniana, frequentemente desencadeada por processos inflamatórios, tração vitreomacular ou doenças vasculares como diabetes e oclusões venosas. Na prática oftalmológica, o reconhecimento precoce através do OCT e da angiografia é crucial para o manejo terapêutico, que geralmente envolve o uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) tópicos, corticoides (tópicos, perioculares ou intravítreos) e, em casos selecionados, inibidores de anidrase carbônica ou anti-VEGF, dependendo da etiologia base.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome de Irvine-Gass?

A Síndrome de Irvine-Gass refere-se ao desenvolvimento de edema macular cistoide especificamente após a cirurgia de catarata. É uma das causas mais comuns de baixa acuidade visual inesperada no pós-operatório, ocorrendo geralmente entre a 4ª e a 12ª semana após o procedimento. A fisiopatologia envolve a liberação de mediadores inflamatórios que aumentam a permeabilidade dos capilares perifoveais.

Como o OCT auxilia no diagnóstico do EMC?

A Tomografia de Coerência Óptica (OCT) é o padrão-ouro atual para diagnóstico e acompanhamento do EMC. Ela permite visualizar espaços hiporrefletivos (cistos) predominantemente na camada plexiforme externa e nuclear interna, além de quantificar a espessura macular central, sendo mais sensível e menos invasiva que a angiografia fluoresceínica para detectar fluido intrarretiniano.

Qual o padrão clássico na angiografia fluoresceínica?

O padrão clássico é o de 'pétala de flor' (petaloid pattern). Isso ocorre devido ao acúmulo de contraste nos espaços císticos da camada plexiforme externa (camada de Henle) ao redor da fóvea. Nas fases tardias do exame, o vazamento dos capilares perifoveais preenche esses espaços, criando a imagem característica que auxilia na diferenciação de outras patologias maculares.

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