SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
Um grande número de fármacos amplamente utilizados pode provocar edema. Os mecanismos consistem em vasoconstrição renal, dilatação arteriolar, aumento da reabsorção renal de sódio e lesão capilar. São medicamentos que podem causar edema, EXCETO:
Edema medicamentoso → AINEs, glicocorticoides, ciclosporina, hormônio do crescimento. Inibidores SGLT2 NÃO causam edema.
Muitos fármacos podem induzir edema por mecanismos variados como retenção de sódio e água, alterações hemodinâmicas renais ou lesão capilar. É crucial reconhecer os agentes causadores para um diagnóstico diferencial preciso e manejo adequado do edema.
O edema induzido por fármacos é uma condição comum e um desafio diagnóstico, especialmente em pacientes polimedicados. A compreensão dos mecanismos subjacentes é crucial para diferenciar o edema medicamentoso de outras causas, como insuficiência cardíaca, renal ou hepática. A prevalência varia amplamente dependendo do fármaco e da população, mas pode afetar significativamente a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia do edema medicamentoso é multifacetada. AINEs e glicocorticoides, por exemplo, promovem retenção de sódio e água. Os bloqueadores dos canais de cálcio podem causar dilatação arteriolar periférica, aumentando a pressão hidrostática capilar. A ciclosporina e o hormônio do crescimento também estão associados à retenção de fluidos. O diagnóstico baseia-se na história clínica detalhada e na exclusão de outras causas de edema. O tratamento envolve a identificação e, se possível, a descontinuação ou substituição do fármaco causador. Em alguns casos, diuréticos podem ser utilizados para aliviar os sintomas, mas a abordagem principal é a modificação da terapia medicamentosa. Residentes devem estar atentos a essa possibilidade ao avaliar pacientes com edema de etiologia incerta.
Os medicamentos podem causar edema por vasoconstrição renal, dilatação arteriolar, aumento da reabsorção renal de sódio e lesão capilar, levando à retenção de fluidos e extravasamento para o interstício.
Os inibidores SGLT2 atuam promovendo a excreção de glicose e sódio na urina, o que resulta em diurese osmótica e natriurese. Este efeito, na verdade, pode levar à redução do volume intravascular e, consequentemente, à diminuição do edema.
As classes de medicamentos frequentemente associadas ao edema incluem anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), glicocorticoides, bloqueadores dos canais de cálcio, ciclosporina, hormônio do crescimento e alguns agentes quimioterápicos.
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