Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024
A imagem abaixo corresponde a um paciente vítima de trauma cranioencefálico grave em tratamento conservador que não apresenta respostas neurológicas importantes mesmo após 48h desligada a sedação. Assinale a alternativa que melhor descreve os achados radiológicos.
TCE grave + ausência de resposta neurológica + TC com apagamento de sulcos/cisternas e perda da diferenciação = edema cerebral difuso grave.
Em um paciente com TCE grave e ausência de resposta neurológica, achados de imagem como aumento difuso do volume encefálico, apagamento de sulcos, cisternas da base e ventrículos, além da perda da diferenciação córtico-subcortical, são indicativos de edema cerebral difuso e hipertensão intracraniana grave, frequentemente associados a prognóstico reservado.
O Trauma Cranioencefálico (TCE) grave é uma das principais causas de morbimortalidade em todo o mundo, e a avaliação por imagem, especialmente a tomografia computadorizada (TC) de crânio, é fundamental no manejo inicial e na determinação do prognóstico. O reconhecimento dos achados radiológicos de edema cerebral difuso é crucial para o residente, pois reflete a gravidade da lesão e a necessidade de intervenções para controle da pressão intracraniana. A fisiopatologia do edema cerebral pós-TCE envolve uma cascata de eventos inflamatórios, isquêmicos e metabólicos que levam ao acúmulo de água no parênquima cerebral. Na TC, o edema difuso manifesta-se como um aumento generalizado do volume encefálico, resultando no apagamento dos sulcos corticais, das cisternas da base (como a cisterna suprasselar e as cisternas perimesencefálicas) e no colabamento dos ventrículos laterais e terceiro ventrículo. A perda da distinção entre a substância branca e cinzenta é um sinal de edema grave e isquemia, indicando comprometimento da perfusão cerebral. O manejo do edema cerebral difuso e da hipertensão intracraniana é uma prioridade no TCE grave, visando otimizar a pressão de perfusão cerebral e prevenir lesões secundárias. As estratégias incluem elevação da cabeceira, sedação, analgesia, uso de agentes osmóticos (manitol, salina hipertônica), hiperventilação controlada e, em casos refratários, craniectomia descompressiva. O prognóstico de pacientes com edema cerebral difuso grave é frequentemente reservado, com alta taxa de mortalidade e sequelas neurológicas significativas.
Os principais sinais incluem aumento difuso do volume encefálico, apagamento dos sulcos corticais e das cisternas da base, colabamento dos ventrículos e perda da distinção entre a substância branca e cinzenta.
O apagamento dos sulcos e cisternas indica um aumento da pressão intracraniana devido ao edema cerebral, comprimindo os espaços liquóricos. Isso é um sinal de gravidade e pode preceder herniações cerebrais.
A perda da diferenciação entre substância branca e cinzenta na TC sugere edema cerebral grave e isquemia, indicando dano neuronal significativo e um prognóstico neurológico geralmente desfavorável.
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