HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2020
Uma criança de 2 anos e 6 meses, admitida no pronto socorro, apresenta diagnóstico de Cetoacidose Diabética (CAD). Evolui com cefaleia, vômitos, alterações do nível de consciência, alucinações e alterações pupilares. Em relação a esta complicação da CAD, marque a alternativa CORRETA:
Edema cerebral na CAD: <3 anos, volume excessivo, hiperosmolaridade e hiperglicemia acentuada são fatores de risco.
O edema cerebral é a complicação mais grave e letal da Cetoacidose Diabética (CAD) em crianças. Fatores como idade jovem (<3 anos), administração rápida ou excessiva de fluidos, e hiperosmolaridade plasmática à admissão aumentam o risco. A correção gradual da desidratação e da glicemia é crucial para a prevenção.
A Cetoacidose Diabética (CAD) é uma emergência pediátrica grave, sendo a principal causa de morbimortalidade em crianças com diabetes mellitus tipo 1. Dentre suas complicações, o edema cerebral é a mais temida, responsável pela maioria dos óbitos e sequelas neurológicas. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas envolve alterações rápidas na osmolaridade e no fluxo sanguíneo cerebral durante o tratamento. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de edema cerebral na CAD incluem idade inferior a 3 anos, que confere maior vulnerabilidade cerebral; a administração excessiva ou rápida de fluidos intravenosos, que pode levar a uma queda abrupta da osmolaridade plasmática; hiperosmolaridade plasmática acentuada à admissão; e hiperglicemia grave. A reposição de bicarbonato, embora controversa, também pode ser um fator de risco. A prevenção do edema cerebral é crucial e envolve um manejo cuidadoso da CAD, com correção gradual da desidratação e da hiperglicemia. O monitoramento neurológico contínuo é essencial, e a suspeita de edema cerebral exige intervenção imediata com manitol ou solução salina hipertônica. A compreensão desses fatores e do manejo adequado é vital para a segurança do paciente pediátrico.
Sinais incluem cefaleia progressiva, vômitos, alteração do nível de consciência (letargia, coma), bradicardia, hipertensão, alterações pupilares e, em casos mais avançados, papiledema. A deterioração neurológica é um alerta.
A prevenção envolve a correção gradual da desidratação com fluidos isotônicos, evitando volumes excessivos e a queda muito rápida da glicemia e osmolaridade. O monitoramento neurológico rigoroso e a administração cautelosa de insulina são cruciais.
Crianças pequenas têm maior vulnerabilidade cerebral devido à maior relação entre o volume cerebral e o volume da caixa craniana, além de uma menor capacidade de compensação osmótica e metabólica, tornando-as mais suscetíveis a mudanças rápidas de osmolaridade.
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