CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2021
Paciente vítima de trauma ocular contuso evoluiu com fundo de olho, conforme evidenciado pela retinografia. Qual a melhor conduta para o caso?
Edema de Berlin (Commotio Retinae) → Observação (geralmente autolimitado).
O edema de Berlin é uma opacificação retiniana pós-trauma contuso. Na ausência de roturas ou descolamento, a conduta é observação, pois a condição costuma regredir espontaneamente.
O trauma ocular contuso pode gerar diversas manifestações no segmento posterior, sendo a Commotio Retinae uma das mais comuns. A aparência esbranquiçada da retina deve-se à fragmentação dos segmentos externos dos fotorreceptores, que altera a reflexão da luz durante o exame de fundo de olho. É crucial diferenciar a Commotio Retinae de outras complicações traumáticas, como a coroidose traumática ou o descolamento de retina. Enquanto a observação é a regra para o edema de Berlin, a presença de roturas retinianas associadas exigiria fotocoagulação a laser imediata para prevenir o descolamento. O acompanhamento a longo prazo é recomendado para monitorar possíveis alterações pigmentares tardias.
O Edema de Berlin, também conhecido como Commotio Retinae, é uma condição clínica que ocorre após um trauma ocular contuso. Caracteriza-se por uma coloração branco-acinzentada ou opalescente da retina, geralmente na periferia ou na região macular. Apesar do nome 'edema', a fisiopatologia envolve o dano e a desorganização dos segmentos externos dos fotorreceptores e do epitélio pigmentado da retina (EPR), e não necessariamente acúmulo de fluido extracelular.
Na maioria dos casos, o prognóstico é excelente. A opacificação retiniana tende a desaparecer em 1 a 2 semanas, e a acuidade visual costuma retornar ao normal. No entanto, em traumas graves envolvendo a mácula, pode haver dano permanente aos fotorreceptores, resultando em atrofia pigmentar e perda visual central residual.
Como a Commotio Retinae é uma resposta tecidual direta ao impacto mecânico e não envolve uma rotura retiniana ou tração vitreorretiniana ativa no momento inicial, não há indicação de laser ou cirurgia. A conduta baseia-se em observar a resolução espontânea e realizar um mapeamento de retina cuidadoso para descartar roturas periféricas que poderiam surgir secundariamente ao trauma.
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