Edema Agudo Hipertensivo: Manejo na Emergência

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023

Enunciado

C.E.W.I., 84 anos, agente de seguros, portador de hipertensão arterial de longa data e cardiopatia isquêmica (CRM há 21 anos, após infarto agudo do miocárdio (IAM) de parede inferior), foi internado na unidade coronariana (UC) devido a edema agudo hipertensivo de rápida evolução, dois dias após avaliação domiciliar habitual (PA=165/90 mmHg). Na sala de emergência apresentou PA=210/105 mmHg, frequência cardíaca de 120 bpm e congestão pulmonar bilateral. Diante do caso, qual a melhor terapêutica inicial?

Alternativas

  1. A) Dobutamina EV, Furosemida EV, Oxigênio, Captopril VO
  2. B) Morfina EV, Furosemida EV, Nitroprussiato EV e Oxigênio
  3. C) Morfina EV, Furosemida EV, Nitroprussiato EV, Nitroglicerina EV e Oxigênio
  4. D) Dobutamina EV, Enoxaparina EV, Furosemida EV, Nitroglicerina EV e Oxigênio

Pérola Clínica

Edema agudo hipertensivo → Morfina, Furosemida, Nitroprussiato e Oxigênio para reduzir pré/pós-carga e ansiedade.

Resumo-Chave

O paciente apresenta um quadro de edema agudo de pulmão hipertensivo, caracterizado por hipertensão grave, taquicardia e congestão pulmonar bilateral. A terapêutica inicial visa reduzir rapidamente a pré e pós-carga cardíaca, aliviar a congestão pulmonar e controlar a pressão arterial. A combinação de Morfina (vasodilatação, ansiólise), Furosemida (diurético de alça), Nitroprussiato (vasodilatador potente arterial e venoso) e Oxigênio é a mais adequada para essa emergência.

Contexto Educacional

O edema agudo de pulmão hipertensivo é uma emergência médica grave, caracterizada por um aumento súbito da pressão arterial que leva à descompensação cardíaca e acúmulo de líquido nos pulmões. Pacientes idosos com histórico de hipertensão e cardiopatia isquêmica, como o caso descrito, são particularmente vulneráveis. A rápida elevação da pressão arterial aumenta a pós-carga do ventrículo esquerdo, elevando a pressão capilar pulmonar e resultando em dispneia intensa, taquipneia e hipoxemia. O tratamento inicial visa estabilizar o paciente rapidamente. A oxigenoterapia é fundamental para corrigir a hipoxemia. A furosemida intravenosa, um diurético de alça, promove uma rápida diurese e venodilatação, reduzindo a pré-carga. A morfina intravenosa, além de seu efeito analgésico e ansiolítico, causa venodilatação, diminuindo a pré-carga e aliviando a dispneia. Para o controle da hipertensão grave e a redução da pós-carga, o nitroprussiato de sódio intravenoso é um vasodilatador potente, com ação tanto arterial quanto venosa, sendo a droga de escolha para reduzir rapidamente a pressão arterial e melhorar a função cardíaca nesses casos. É crucial monitorar a pressão arterial de perto devido ao risco de hipotensão. A dobutamina, um inotrópico, seria contraindicada neste cenário, pois aumentaria o trabalho cardíaco em um coração já sobrecarregado pela hipertensão, sendo reservada para choque cardiogênico com baixo débito e hipotensão.

Perguntas Frequentes

Qual a fisiopatologia do edema agudo de pulmão hipertensivo?

O edema agudo hipertensivo ocorre quando um aumento súbito e significativo da pressão arterial leva a um aumento da pós-carga ventricular esquerda, resultando em elevação da pressão capilar pulmonar e extravasamento de líquido para os alvéolos, causando congestão pulmonar.

Por que a Morfina é utilizada no tratamento do edema agudo de pulmão?

A Morfina promove venodilatação (reduzindo a pré-carga), tem efeito ansiolítico e reduz o trabalho respiratório, sendo benéfica para aliviar a dispneia e a agitação do paciente.

Qual o papel do Nitroprussiato de Sódio no manejo do edema agudo hipertensivo?

O Nitroprussiato de Sódio é um potente vasodilatador arterial e venoso, que reduz rapidamente a pré-carga e a pós-carga, diminuindo a pressão arterial e a congestão pulmonar, sendo ideal para crises hipertensivas com edema agudo.

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