UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
Idoso, 81 anos, aposentado, admitido no Serviço de Emergência, com quadro de dispneia em repouso intensa, há 30 minutos, acompanhada de sudorese fria. Acompanhante refere que o paciente é portador de Hipertensão arterial sistêmica, em uso irregular de Enalapril 40mg/dia, e portador de Diabetes Mellitus tipo 2, sem uso de medicação. O paciente foi internado, há 6 meses, com quadro semelhante, permanecendo dois dias em Unidade de Terapia Intensiva. Nega tosse, dor precordial, síncope e outras queixas. Ao exame físico apresentava-se em regular estado geral, taquidispneico, fazendo uso de musculatura respiratória acessória, descorado +/4, sudoreico, acianótico, anictérico e afebril. FC: 117 bpm; PA 224x137 mmHg; FR: 40 ipm; SatO2: 87% AR: Creptos bilaterais até ápices pulmonares. ACV: Bulhas rítmicas e hipofonéticas, em 2 tempos, sem sopros. AB: plano, indolor, sem visceromegalias.Extremidades frias, sem edemas. Diante do caso clínico, qual o diagnóstico e qual fármaco NÃO é considerado um tratamento redutor da pré-carga?
EAP hipertensivo: tratar com diuréticos (furosemida), vasodilatadores (nitratos) e morfina para ↓ pré-carga. Digoxina NÃO ↓ pré-carga.
O quadro clínico de dispneia súbita, hipertensão grave, taquicardia, taquipneia, hipoxemia e crepitações pulmonares bilaterais é altamente sugestivo de Edema Agudo de Pulmão (EAP) de origem hipertensiva. Fármacos como furosemida, nitratos e morfina são classicamente utilizados para reduzir a pré-carga. A digoxina, por outro lado, é um inotrópico positivo e cronotrópico negativo, não atuando primariamente na redução da pré-carga.
O Edema Agudo de Pulmão (EAP) é uma emergência médica caracterizada pelo acúmulo súbito de líquido nos alvéolos pulmonares, resultando em dispneia intensa e hipoxemia. Frequentemente, é precipitado por uma descompensação da insuficiência cardíaca, muitas vezes associada a uma crise hipertensiva, como no caso apresentado. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico, como crepitações pulmonares difusas. O tratamento do EAP visa reduzir a pré-carga e a pós-carga, melhorar a oxigenação e a contratilidade miocárdica. Fármacos que reduzem a pré-carga incluem diuréticos de alça (ex: furosemida), que promovem a diurese e a venodilatação, e nitratos (ex: nitroglicerina), que causam venodilatação e arteriodilatação. A morfina também pode ser usada para reduzir a pré-carga, ansiedade e dispneia. A digoxina, por sua vez, é um glicosídeo cardíaco com efeito inotrópico positivo (aumenta a força de contração) e cronotrópico negativo (diminui a frequência cardíaca). Embora útil em certas condições de insuficiência cardíaca crônica, especialmente com fibrilação atrial, não é um fármaco primário para a redução da pré-carga no EAP agudo e hipertensivo.
Os principais sinais e sintomas incluem dispneia súbita e intensa, ortopneia, tosse com expectoração rosada, sudorese, taquicardia, taquipneia, hipertensão arterial e crepitações pulmonares bilaterais.
Diuréticos de alça como a furosemida, vasodilatadores como os nitratos (nitroglicerina, dinitrato de isossorbida) e a morfina são comumente utilizados para reduzir a pré-carga e aliviar a congestão pulmonar.
A digoxina é um inotrópico positivo que aumenta a contratilidade miocárdica e um cronotrópico negativo que diminui a frequência cardíaca. Não é um redutor primário de pré-carga e seu uso é mais indicado em insuficiência cardíaca crônica com fibrilação atrial.
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