Edema Agudo de Pulmão: Diagnóstico e Manejo da IR Tipo II

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

Você é chamado para atender paciente de 57 anos com o seguinte exame físico inicial: FR 32 irpm; FC 134 bpm; Saturação periférica de oxigênio 92% (ar ambiente); PA 180 x 145 mmHg. Ao exame físico: Glasgow 15, crepitos e sibilos bilateriais em 2/3 inferiores de ambos hemitóraces e edema de membros inferiores; perfusão periférica normal. Frente aos dados clínicos apresentados, qual a alternativa errada.

Alternativas

  1. A) A insuficiência respiratória tipo II pode ser afastada completamente com os dados clínicos apresentados
  2. B) Prescrever furosemida 1 mg/kg
  3. C) Ventilação não invasiva pode ser uma opção terapêutica
  4. D) Vasodilatadores parenterais como a nitroglicerina podem ser indicados
  5. E) Oxigenoterapia agressiva pode ser utilizada

Pérola Clínica

EAPC grave → Hipoxemia + Hipertensão + Congestão pulmonar. Não afaste IR tipo II sem gasometria.

Resumo-Chave

O paciente apresenta quadro clínico sugestivo de Edema Agudo de Pulmão Cardiogênico (EAPC) com hipoxemia. Embora a insuficiência respiratória tipo I (hipoxêmica) seja mais comum no EAPC inicial, a fadiga muscular respiratória pode levar à retenção de CO2 e insuficiência respiratória tipo II (hipercápnica), que só pode ser confirmada ou afastada com gasometria arterial.

Contexto Educacional

O Edema Agudo de Pulmão Cardiogênico (EAPC) é uma emergência médica caracterizada pelo acúmulo súbito de líquido nos pulmões devido à falha do coração em bombear sangue eficientemente, levando a um aumento da pressão hidrostática capilar pulmonar. Manifesta-se com dispneia intensa, taquipneia, hipoxemia e, frequentemente, hipertensão arterial. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico, como crepitantes e sibilos pulmonares. A insuficiência respiratória é uma complicação comum, podendo ser tipo I (hipoxêmica) ou tipo II (hipercápnica), sendo esta última mais grave e indicando fadiga respiratória, necessitando de gasometria arterial para confirmação. O manejo inicial do EAPC visa melhorar a oxigenação, reduzir a pré-carga e a pós-carga cardíaca. Isso inclui oxigenoterapia, diuréticos de alça como a furosemida, vasodilatadores (nitratos) e, em muitos casos, suporte ventilatório com Ventilação Não Invasiva (VNI) ou, se necessário, intubação orotraqueal. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente o EAPC e iniciar o tratamento adequado para prevenir a progressão da insuficiência respiratória e reduzir a mortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de Edema Agudo de Pulmão Cardiogênico?

Os sinais e sintomas incluem dispneia súbita e intensa, ortopneia, taquipneia, taquicardia, hipertensão arterial, crepitantes e sibilos pulmonares, e, em casos graves, escarro róseo e espumoso.

Quando a Ventilação Não Invasiva (VNI) é indicada no EAPC?

A VNI, especialmente CPAP ou BiPAP, é indicada em pacientes com EAPC e insuficiência respiratória aguda, pois melhora a oxigenação, reduz o trabalho respiratório e a pré-carga cardíaca, evitando a intubação orotraqueal.

Por que a furosemida é um tratamento de primeira linha no EAPC?

A furosemida é um diurético de alça potente que promove rápida diurese, reduzindo a volemia e a congestão pulmonar. Além disso, possui um efeito venodilatador inicial que contribui para a redução da pré-carga cardíaca.

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