MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um paciente de 65 anos, hipertenso de longa data e com histórico de infarto agudo do miocárdio prévio, é levado à emergência com quadro de dispneia súbita que piora ao deitar (ortopneia). Ao exame físico, o médico observa o uso de musculatura acessória para respirar e, na ausculta pulmonar, detecta estertores crepitantes em ambas as bases pulmonares. Não há febre ou sinais de infecção. O médico suspeita de edema pulmonar agudo decorrente de insuficiência cardíaca esquerda. Considerando as Forças de Starling, qual é o mecanismo fisiopatológico primário responsável pelo acúmulo de líquido nos alvéolos deste paciente?
Estertores crepitantes bilaterais em paciente com histórico cardíaco e ortopneia são sinais clássicos de edema por aumento de pressão hidrostática (transudato).
O edema agudo de pulmão (EAP) é uma emergência médica caracterizada pelo acúmulo súbito de líquido no espaço extravascular pulmonar, comprometendo as trocas gasosas. Na maioria dos casos, a etiologia é cardiogênica, decorrente de uma disfunção aguda ou crônica agudizada do ventrículo esquerdo, frequentemente associada a hipertensão severa ou isquemia miocárdica. A compreensão das Forças de Starling é fundamental para o diagnóstico, pois identifica o aumento da pressão hidrostática capilar como o motor do extravasamento fluídico. Clinicamente, o paciente apresenta dispneia intensa, ortopneia, taquipneia e estertores crepitantes à ausculta. Diferente do edema por permeabilidade (SARA), no EAP cardiogênico a integridade da barreira alvéolo-capilar está inicialmente preservada, mas a pressão venocapilar elevada vence a resistência intersticial. O diagnóstico é eminentemente clínico, apoiado por exames de imagem como radiografia de tórax e ultrassonografia à beira-leito (Point-of-Care Ultrasound - POCUS). O manejo foca na redução da pré-carga e pós-carga, além do suporte ventilatório. O uso de diuréticos de alça, nitratos e ventilação não invasiva (VNI) são pilares do tratamento. A VNI, especificamente, ajuda a redistribuir o líquido alveolar e reduzir o trabalho respiratório, melhorando rapidamente a oxigenação e reduzindo a necessidade de intubação orotraqueal.
O transudato tem poucas proteínas e ocorre por desequilíbrio de pressões; o exsudato é rico em proteínas e ocorre por aumento da permeabilidade vascular (inflamação).
Porque a quantidade de proteínas no sangue (como a albumina) permanece a mesma; o problema é apenas o 'empurrão' excessivo do sangue represado.
É a dificuldade de respirar quando deitado, comum na insuficiência cardíaca, pois o sangue das pernas retorna ao tórax, aumentando ainda mais a pressão nos pulmões.
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