Edema Agudo de Pulmão: Manejo Imediato na Emergência

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 72 anos, com diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção do ventrículo esquerdo reduzida secundária à miocardiopatia isquêmica. Dá entrada na Unidade de Emergência com quadro de dispneia em repouso, ortopneia, tosse seca, dispneia paroxística noturna e edema de membros inferiores há 7 dias, intensificado hoje. Ao exame físico, encontrava-se consciente e orientada, mas ansiosa, sudoréica, com FR 32 irpm, FC 120 bpm; PA 160x90 mmHg, SatO2 78% em ar ambiente, com crepitações em 2/3 inferiores, bilateralmente.Assinale a alternativa com o diagnóstico e tratamento imediato indicados para o caso acima

Alternativas

  1. A) Síndrome coronariana aguda; AAS, clopidogrel, heparina não fracionada, morfina, estatina, oxigênio, metoprolol.
  2. B) Edema agudo dos pulmões; intubação orotraqueal e ventilação mecânica, furosemida, nitroglicerina, morfina.
  3. C) Edema agudo dos pulmões; ventilação não-invasiva, nitroglicerina, furosemida e morfina.
  4. D) Tromboembolismo pulmonar; ventilação mecânica não-invasiva e enoxaparina 1 mg/kg a cada 12 horas.

Pérola Clínica

EAP grave com hipoxemia → VNI + diurético + vasodilatador + morfina.

Resumo-Chave

Pacientes com insuficiência cardíaca descompensada e sinais de congestão pulmonar grave, como hipoxemia e dispneia intensa, necessitam de intervenção rápida. A ventilação não invasiva melhora a oxigenação e reduz o trabalho respiratório, enquanto diuréticos e vasodilatadores diminuem a pré e pós-carga cardíaca.

Contexto Educacional

O Edema Agudo de Pulmão (EAP) é uma emergência médica caracterizada pelo acúmulo rápido de líquido nos alvéolos pulmonares, geralmente decorrente de insuficiência cardíaca descompensada. É uma das principais causas de dispneia aguda em pacientes idosos e com comorbidades cardiovasculares, exigindo reconhecimento e tratamento imediatos para evitar desfechos graves. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão hidrostática nos capilares pulmonares, levando à extravasamento de fluido. O diagnóstico é clínico, baseado em dispneia súbita, ortopneia, tosse, taquipneia, taquicardia, hipertensão e crepitações pulmonares. A hipoxemia é um achado comum e grave, indicando a necessidade de suporte ventilatório. O tratamento imediato visa melhorar a oxigenação, reduzir a pré-carga e pós-carga e aliviar a congestão. A ventilação não invasiva (VNI) é fundamental para pacientes com hipoxemia e desconforto respiratório. Furosemida (diurético), nitroglicerina (vasodilatador) e morfina (para ansiedade e vasodilatação) são os pilares da terapia farmacológica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos do edema agudo de pulmão?

Os sinais e sintomas clássicos incluem dispneia súbita e intensa em repouso, ortopneia, dispneia paroxística noturna, tosse seca, sudorese, taquipneia e crepitações pulmonares bilaterais.

Qual a importância da ventilação não invasiva (VNI) no tratamento do EAP?

A VNI é crucial para melhorar a oxigenação, reduzir o trabalho respiratório e diminuir a pré-carga e pós-carga cardíaca, podendo evitar a necessidade de intubação orotraqueal em muitos casos de EAP grave.

Por que a nitroglicerina e a furosemida são indicadas no EAP?

A nitroglicerina é um vasodilatador que reduz a pré-carga e pós-carga, diminuindo a congestão pulmonar. A furosemida é um diurético de alça que promove rápida diurese, aliviando o excesso de volume e a congestão.

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