DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024
Em qual dos seguintes cenários a entubação é mais indicada após um infarto?
Edema agudo de pulmão grave pós-IAM → Intubação e ventilação mecânica para suporte respiratório.
O edema agudo de pulmão, especialmente quando grave e refratário a outras terapias, é uma indicação crítica para intubação e ventilação mecânica em pacientes pós-infarto, pois reflete insuficiência cardíaca grave e compromete a oxigenação.
O infarto agudo do miocárdio (IAM) pode levar a diversas complicações, sendo o edema agudo de pulmão uma das mais graves e que frequentemente exige intervenção imediata. O edema agudo de pulmão ocorre devido à disfunção ventricular esquerda severa, resultando em aumento da pressão hidrostática nos capilares pulmonares e extravasamento de líquido para o interstício e alvéolos, comprometendo gravemente a troca gasosa. A fisiopatologia envolve a incapacidade do ventrículo esquerdo infartado de bombear eficientemente o sangue, levando a um represamento sanguíneo nos pulmões. Clinicamente, o paciente apresenta dispneia intensa, taquipneia, ortopneia, tosse com escarro rosado e crepitações pulmonares difusas. A hipoxemia resultante pode ser refratária à oxigenoterapia convencional. A intubação orotraqueal e a ventilação mecânica são indicadas quando há falha da ventilação não invasiva, hipoxemia grave persistente, exaustão respiratória iminente, rebaixamento do nível de consciência ou instabilidade hemodinâmica. O objetivo é otimizar a oxigenação, reduzir o trabalho respiratório e diminuir a pré-carga, estabilizando o paciente enquanto se trata a causa subjacente do IAM.
A intubação é indicada em casos de hipoxemia refratária à oxigenoterapia e ventilação não invasiva, exaustão respiratória, rebaixamento do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica grave ou incapacidade de proteger a via aérea.
O edema agudo de pulmão pós-infarto indica disfunção ventricular esquerda grave, levando ao acúmulo de líquido nos pulmões, comprometendo a troca gasosa e aumentando o trabalho respiratório, o que pode agravar a isquemia miocárdica.
Antes da intubação, medidas como oxigenoterapia, diuréticos (furosemida), vasodilatadores (nitratos), e ventilação não invasiva (CPAP/BiPAP) são frequentemente utilizadas para melhorar a oxigenação e reduzir a pré e pós-carga.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo