AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Escolar de 9 anos em acompanhamento por dermatite atópica há vários anos, iniciou há 3 dias com lesões cutâneas novas sobre as áreas da dermatite atópica. Estas lesões são vesicopustulares múltiplas e pruriginosas. As lesões vesiculares são umbilicadas, tendem a se unir e formam crostas. Em relação ao caso, analise as assertivas abaixo. I - O diagnóstico mais provável é eczema variceliforme de Kaposi. PORQUE; II - É uma infecção viral causada pelo vírus herpes simples sobre uma pele acometida por lesão primária.
Dermatite atópica + lesões vesicopustulares umbilicadas e confluentes → Eczema Variceliforme de Kaposi (infecção por HSV).
O eczema variceliforme de Kaposi é uma infecção cutânea grave causada pelo vírus herpes simples (HSV) em pacientes com doenças de pele preexistentes, como a dermatite atópica. As lesões típicas são vesicopustulares, umbilicadas e tendem a se agrupar, formando crostas.
O eczema variceliforme de Kaposi (EVK), também conhecido como erupção herpética de Kaposi, é uma infecção cutânea grave e potencialmente fatal, que ocorre em pacientes com doenças de pele preexistentes que comprometem a barreira cutânea, sendo a dermatite atópica a condição mais comum associada. É uma emergência dermatológica que exige reconhecimento e tratamento rápidos para evitar complicações sistêmicas. A epidemiologia mostra que crianças com dermatite atópica são particularmente vulneráveis, mas pode ocorrer em qualquer idade. A fisiopatologia envolve a infecção da pele por vírus herpes simples (HSV-1 ou HSV-2) em áreas onde a integridade da barreira cutânea está comprometida. A disfunção imunológica local e a alteração na expressão de proteínas de adesão celular na pele atópica facilitam a replicação e disseminação viral. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na apresentação característica das lesões (vesículas, pústulas e erosões umbilicadas e confluentes) em um paciente com dermatite atópica. A confirmação laboratorial pode ser feita por PCR, cultura viral ou teste de Tzanck. O tratamento do EVK é baseado em antivirais sistêmicos, como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, iniciados o mais precocemente possível. Além disso, são necessários cuidados de suporte, incluindo analgesia, hidratação e tratamento de infecções bacterianas secundárias. A prevenção envolve o controle da dermatite atópica e a educação dos pacientes sobre evitar contato com indivíduos com herpes labial ativo. O prognóstico é bom com tratamento oportuno, mas pode haver complicações graves como infecção bacteriana secundária, cicatrizes e, raramente, disseminação sistêmica.
Caracteriza-se por múltiplas lesões vesicopustulares, muitas vezes umbilicadas, que podem ser pruriginosas e dolorosas. Elas surgem em áreas de pele previamente afetadas por dermatite atópica e podem coalescer, formando crostas e erosões.
É causado pelo vírus herpes simples (HSV), geralmente HSV-1. Pacientes com dermatite atópica têm uma barreira cutânea comprometida e disfunção imunológica local, tornando-os mais suscetíveis à disseminação viral na pele.
A conduta inicial inclui o início precoce de terapia antiviral sistêmica (ex: aciclovir), analgesia, cuidados com a pele para prevenir infecções bacterianas secundárias e, em casos graves, hospitalização para monitoramento e suporte.
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