CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Paciente de 60 anos de idade com pele palpebral em boas condições e bem hidratada, apresenta ectrópio de ponto lacrimal, tendão cantal lateral bem inserido, e 0,6 mm de afastamento da margem palpebral em relação à córnea, quando distendida horizontalmente (distraction test). Este paciente poderia se beneficiar com qual das seguintes técnicas cirúrgicas?
Ectrópio medial isolado (ponto lacrimal) → Fuso tarsoconjuntival em losango (Procedimento de Smith).
O fuso tarsoconjuntival é a técnica de escolha para corrigir a eversão do ponto lacrimal quando não há frouxidão horizontal significativa da pálpebra.
O ectrópio involucional é multifatorial, envolvendo frouxidão horizontal, desinserção de retratores e frouxidão dos tendões cantais. Quando o ectrópio é predominantemente medial, afetando o ponto lacrimal, a correção deve ser direcionada a essa região. O fuso tarsoconjuntival (técnica de Smith) é eficaz por atuar diretamente na lamela posterior medial. Se houvesse frouxidão horizontal importante (>10mm no distraction test), técnicas como o 'tarsal strip' seriam associadas.
O distraction test avalia a frouxidão horizontal da pálpebra inferior. O examinador puxa a pálpebra para longe do globo ocular. Um afastamento de até 6 mm é considerado normal. No caso clínico, o valor de 0,6 mm (provavelmente erro de digitação para 6mm ou indicando frouxidão mínima) sugere que a causa do ectrópio não é a frouxidão horizontal generalizada, mas sim uma alteração localizada no ponto lacrimal.
A técnica consiste na excisão de um losango de conjuntiva e tarso logo abaixo do ponto lacrimal. Ao suturar as bordas desse losango, cria-se uma tensão que 'puxa' o ponto lacrimal de volta para sua posição anatômica em contato com o filme lacrimal, corrigindo a epífora causada pela eversão.
O procedimento de Jones (reinserção dos retratores da pálpebra inferior) é indicado para o tratamento do ectrópio involucional quando há desinserção dos retratores, manifestada clinicamente por uma pálpebra inferior que não se move adequadamente no olhar para baixo ou por um fundo de saco conjuntival profundo.
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