Ectrópio Involucional: Correção com Fuso Tarso-Conjuntival

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015

Enunciado

Excisão de fuso tarso-conjuntival (excisão em losango) é mais indicada para correção de:

Alternativas

  1. A) Ectrópio tarsal total, com desinserção da musculatura retratora da pálpebra inferior.
  2. B) Ectrópio involucional de ponto lacrimal, sem desinserção do tendão cantal lateral.
  3. C) Entrópio senil, com distraction test de 15mm.
  4. D) Entrópio cicatricial, por técnica de Steven – Jhonson.

Pérola Clínica

Excisão em losango (fuso tarso-conjuntival) → correção de ectrópio involucional do ponto lacrimal.

Resumo-Chave

A técnica de excisão de fuso tarso-conjuntival é indicada para inverter o ponto lacrimal em casos de ectrópio medial leve, restaurando o contato com o filme lacrimal.

Contexto Educacional

O ectrópio involucional é uma das causas mais comuns de malposicionamento palpebral em idosos, resultando em exposição corneana e epífora. A fisiopatologia envolve a desinserção dos retratores da pálpebra inferior, frouxidão dos tendões cantais e atrofia do tarso. Quando a eversão é localizada no ponto lacrimal, a drenagem das lágrimas é comprometida. A técnica de excisão de fuso tarso-conjuntival, ou técnica de Smith modificada, foca na lamela posterior. Ao remover um losango de tecido conjuntival e tarsal medial, cria-se um vetor de força que puxa o ponto lacrimal de volta para o globo ocular. É uma ferramenta essencial na oculoplástica para restaurar a fisiologia do sistema de drenagem lacrimal.

Perguntas Frequentes

Qual a principal indicação da excisão de fuso tarso-conjuntival?

A principal indicação é o ectrópio involucional que afeta predominantemente a região do ponto lacrimal (ectrópio medial). Esta técnica visa a inversão do ponto lacrimal para sua posição anatômica correta em contato com o menisco lacrimal, tratando a epífora obstrutiva funcional. É frequentemente realizada através de uma incisão em losango na conjuntiva tarsal, logo abaixo do ponto lacrimal, removendo um fuso de tecido que inclui conjuntiva e placa tarsal, promovendo o tensionamento da lamela posterior e a rotação interna da margem palpebral medial.

Como diferenciar a necessidade de fuso tarso-conjuntival do 'tarsal strip'?

A diferenciação baseia-se na localização e no tipo de frouxidão palpebral. O fuso tarso-conjuntival é uma técnica direcionada especificamente para o ectrópio do ponto lacrimal (medial) sem frouxidão horizontal significativa do tendão cantal lateral. Já o 'tarsal strip' (tira tarsal lateral) é o padrão-ouro para corrigir a frouxidão horizontal global da pálpebra inferior, atuando no tendão cantal lateral. Em muitos pacientes involucionais, ambas as técnicas podem ser combinadas se houver frouxidão medial e lateral concomitantes.

Quais são as complicações possíveis desta técnica?

Embora seja um procedimento relativamente simples, as complicações podem incluir a estenose do ponto lacrimal se a excisão for realizada muito próxima ao óstio, recidiva do ectrópio se a frouxidão horizontal subjacente não for tratada, e granuloma de sutura. É fundamental preservar a integridade do canalículo durante a dissecção e sutura. A técnica exige precisão na altura da excisão do fuso para garantir que a força de inversão seja aplicada exatamente onde a margem palpebral está evertida.

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