CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Excisão de fuso tarso-conjuntival (excisão em losango) é mais indicada para correção de:
Excisão em losango (fuso tarso-conjuntival) → correção de ectrópio involucional do ponto lacrimal.
A técnica de excisão de fuso tarso-conjuntival é indicada para inverter o ponto lacrimal em casos de ectrópio medial leve, restaurando o contato com o filme lacrimal.
O ectrópio involucional é uma das causas mais comuns de malposicionamento palpebral em idosos, resultando em exposição corneana e epífora. A fisiopatologia envolve a desinserção dos retratores da pálpebra inferior, frouxidão dos tendões cantais e atrofia do tarso. Quando a eversão é localizada no ponto lacrimal, a drenagem das lágrimas é comprometida. A técnica de excisão de fuso tarso-conjuntival, ou técnica de Smith modificada, foca na lamela posterior. Ao remover um losango de tecido conjuntival e tarsal medial, cria-se um vetor de força que puxa o ponto lacrimal de volta para o globo ocular. É uma ferramenta essencial na oculoplástica para restaurar a fisiologia do sistema de drenagem lacrimal.
A principal indicação é o ectrópio involucional que afeta predominantemente a região do ponto lacrimal (ectrópio medial). Esta técnica visa a inversão do ponto lacrimal para sua posição anatômica correta em contato com o menisco lacrimal, tratando a epífora obstrutiva funcional. É frequentemente realizada através de uma incisão em losango na conjuntiva tarsal, logo abaixo do ponto lacrimal, removendo um fuso de tecido que inclui conjuntiva e placa tarsal, promovendo o tensionamento da lamela posterior e a rotação interna da margem palpebral medial.
A diferenciação baseia-se na localização e no tipo de frouxidão palpebral. O fuso tarso-conjuntival é uma técnica direcionada especificamente para o ectrópio do ponto lacrimal (medial) sem frouxidão horizontal significativa do tendão cantal lateral. Já o 'tarsal strip' (tira tarsal lateral) é o padrão-ouro para corrigir a frouxidão horizontal global da pálpebra inferior, atuando no tendão cantal lateral. Em muitos pacientes involucionais, ambas as técnicas podem ser combinadas se houver frouxidão medial e lateral concomitantes.
Embora seja um procedimento relativamente simples, as complicações podem incluir a estenose do ponto lacrimal se a excisão for realizada muito próxima ao óstio, recidiva do ectrópio se a frouxidão horizontal subjacente não for tratada, e granuloma de sutura. É fundamental preservar a integridade do canalículo durante a dissecção e sutura. A técnica exige precisão na altura da excisão do fuso para garantir que a força de inversão seja aplicada exatamente onde a margem palpebral está evertida.
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