CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Assinale a alternativa que indique uma complicação cirúrgica no tratamento do ectrópio involucional (senil):
Recidiva do ectrópio involucional → falha na fixação firme do retalho tarsal ao periósteo do rebordo orbitário.
O ectrópio involucional decorre da frouxidão horizontal da pálpebra. A técnica de 'tarsal strip' corrige isso, mas a recidiva ocorre se a sutura no periósteo não for adequada.
O tratamento do ectrópio involucional foca na restauração da tensão horizontal. Técnicas como o 'tarsal strip' ou o procedimento de Kuhnt-Szymanowski modificado são amplamente utilizadas. A avaliação pré-operatória deve incluir o 'snap-back test' e o 'distraction test' para quantificar a frouxidão. Complicações como retração palpebral ou distopia cantal podem ocorrer se o posicionamento do retalho for muito baixo ou muito alto no rebordo. A recidiva, especificamente mencionada na questão, é quase sempre ligada à insuficiência da manobra de encurtamento ou falha na fixação periosteal lateral.
O ectrópio involucional, ou senil, é causado principalmente pela frouxidão horizontal da pálpebra inferior, resultante da desinserção ou alongamento dos tendões cantais (especialmente o lateral) e do tarso. Outros fatores contribuintes incluem a desinserção dos retratores da pálpebra inferior e a atrofia do músculo orbicular. Essa frouxidão faz com que a margem palpebral perca o contato com o globo ocular e se evertam, expondo a conjuntiva tarsal e predispondo a ceratites e epífora.
A técnica de 'tarsal strip' (retalho tarsal lateral) é o padrão-ouro para corrigir a frouxidão horizontal. Consiste na realização de uma cantotomia lateral seguida de cantólise inferior. Um retalho de tarso é confeccionado após a remoção do epitélio da margem palpebral e da pele/conjuntiva da porção lateral. Esse retalho (strip) é então suturado firmemente ao periósteo da face interna do rebordo orbitário lateral (tubérculo de Whitnall), encurtando a pálpebra e restaurando sua tensão e posição anatômica.
A recidiva no pós-operatório do ectrópio involucional ocorre geralmente devido à falha técnica na ancoragem do tarso. Se a sutura que fixa o retalho tarsal ao periósteo do rebordo orbitário lateral for frouxa, se soltar ou se o periósteo for frágil, a pálpebra perderá a tensão horizontal recuperada, permitindo que a margem volte a se everter. É crucial garantir que a agulha passe profundamente no periósteo para uma fixação estável a longo prazo.
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