PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Qual é a alternativa CORRETA que contém somente sintomas associados à presença de ectopia cervical uterina?
Ectopia cervical → Sinusiorragia + Corrimento mucoso (fisiológico) + Dispareunia.
A ectopia cervical é a presença do epitélio colunar na ectocérce, sendo sensível ao trauma (sangramento pós-coito) e produzindo muco em excesso.
A ectopia cervical, popularmente conhecida como 'ferida no colo', consiste na presença do epitélio colunar simples (endocervical) na porção externa do colo uterino (ectocérce). Este fenômeno é influenciado pelos níveis de estrogênio, que promovem a eversão do epitélio. É comum em fases da vida reprodutiva com alta carga hormonal. Clinicamente, a tríade clássica de sintomas inclui a sinusiorragia (sangramento pós-coito), a dispareunia (dor na relação) e o aumento da secreção vaginal mucoide. É fundamental realizar a citologia oncótica e, se necessário, a colposcopia para descartar lesões precursoras de câncer de colo de útero (NIC), já que a ectopia macroscópica pode mimetizar lesões neoplásicas.
A sinusiorragia (sangramento após a relação sexual) ocorre porque o epitélio colunar simples, que normalmente reveste o canal endocervical, está exposto na face externa do colo (ectocérce). Este epitélio é muito mais fino, frágil e vascularizado do que o epitélio escamoso estratificado normal da vagina, rompendo-se facilmente ao contato mecânico durante o coito.
O epitélio colunar é glandular e responsável pela produção de muco. Quando há eversão desse tecido para a ectocérce, uma área maior de células produtoras de muco fica exposta ao ambiente vaginal. Isso resulta em uma hipersecreção de muco límpido ou esbranquiçado, que muitas vezes é confundido pela paciente com um corrimento patológico, mas é, na verdade, fisiológico.
A ectopia cervical é considerada um achado fisiológico em muitos casos (especialmente em usuárias de anticoncepcionais hormonais, gestantes e adolescentes). O tratamento, geralmente por eletrocauterização ou criocirurgia, só é indicado se a paciente apresentar sintomas persistentes e incomodativos, como sinusiorragia frequente ou leucorreia mucoide abundante que prejudique a qualidade de vida.
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