IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022
Em mulheres assintomáticas que, ao exame ginecológico, foram diagnosticadas com ectopia ou distopia, o que faz com que o epitélio da endocérvice fique para fora do orifício externo anatômico do colo uterino, a melhor conduta será a
Ectopia cervical assintomática = conduta expectante; é uma condição fisiológica, não patológica.
A ectopia cervical, também conhecida como ectrópio, é a eversão do epitélio colunar endocervical para fora do orifício externo do colo uterino. Em mulheres assintomáticas, essa é uma condição fisiológica e benigna, não necessitando de intervenção, sendo a conduta expectante a mais adequada.
A ectopia cervical, também conhecida como ectrópio ou distopia cervical, é uma condição comum e fisiológica em que o epitélio colunar glandular da endocérvice se estende para fora do orifício externo do colo uterino, tornando-se visível no ectocérvice. Essa condição é frequentemente observada em adolescentes, mulheres grávidas e usuárias de contraceptivos hormonais, devido à influência estrogênica que promove a eversão do epitélio. Em mulheres assintomáticas, a ectopia cervical não é considerada uma patologia e não requer qualquer intervenção. A conduta mais apropriada é a expectante, com acompanhamento ginecológico de rotina. É fundamental diferenciar a ectopia de outras lesões cervicais que possam necessitar de tratamento, o que é feito através da colposcopia e citologia oncótica. Para residentes, é crucial saber que a ectopia cervical só deve ser tratada se for sintomática, ou seja, se causar sangramento pós-coito, corrimento mucopurulento excessivo ou dor. Nesses casos, opções como a eletrocauterização, crioterapia ou vaporização a laser podem ser consideradas para aliviar os sintomas. No entanto, a intervenção em casos assintomáticos é desnecessária e pode levar a complicações iatrogênicas.
A ectopia cervical é causada pela eversão do epitélio colunar endocervical para o ectocérvice, sendo influenciada por fatores hormonais como estrogênio elevado (adolescência, gravidez, uso de contraceptivos orais).
A ectopia cervical só requer tratamento se for sintomática, causando sangramento pós-coito, corrimento excessivo ou dor, e após exclusão de outras patologias.
A ectopia cervical por si só não aumenta o risco de infecção por HPV ou de câncer cervical, mas a área de metaplasia escamosa (zona de transformação) é o local de maior risco para lesões pré-cancerígenas.
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